Após acusações, Havelange renuncia em segredo à Presidência honorária da Fifa

João Havelange
Image caption Havelange já havia renunciado em 2011 a cargo no COI para evitar punição após acusações

O brasileiro João Havelange renunciou secretamente ao cargo de presidente honorário da Fifa, a organização que controla o futebol mundial, para evitar punições após ser acusado de receber subornos.

Um relatório do comitê de ética da Fifa publicado nesta terça-feira indicou Havelange, seu ex-genro e ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, e Nicolás Leóz, que renunciou na semana passada ao cargo de presidente da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), como receptores de propinas em um escândalo envolvendo a falida agência de marketing esportivo ISL.

O relatório revelou que Havelange, que tem 96 anos, renunciou ao cargo no dia 18 de abril e que mais nenhuma ação será tomada em relação ao cargo.

Segundo o juiz da corte de ética da Fifa Joachim Eckert, que comandou as investigações, as acusações contra os três são anteriores à entrada em vigor do novo código de ética da entidade, adotado no ano passado após Ricardo Teixeira renunciar à Presidência da CBF, ao comando do comitê organizador da Copa do Mundo de 2014 e ao comitê executivo da Fifa.

Havelange se tornou presidente honorário da Fifa após deixar o comando da organização, que presidiu entre 1974 e 1998. Ele já havia renunciado em 2011 ao seu cargo no COI (Comitê Olímpico Internacional) para evitar punições por conta das acusações sobre o caso.

O relatório divulgado pela Fifa nesta terça-feira também exime o atual presidente da organização, Sepp Blatter, de qualquer envolvimento com irregularidades.

Blatter disse ter recebido o resultado das investigações "com satisfação".

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