Canadense Alice Munro ganha prêmio Nobel de Literatura

Alice Munro, escritora canadense
Image caption Escritora canadense Alice Munro é autora de livros como "O Amor de uma Boa Mulher"

A escritora canadense Alice Munro é a vencedora do prêmio Nobel de Literatura de 2013. O anúncio foi feito nesta quinta-feira pela Academia Sueca, que distribui os prêmios.

A autora de 82 anos escreveu livros como O Amor de uma Boa Mulher, Felicidade Demais e Fugitiva.

Esta semana, foram dados os prêmios Nobel de Medicina, Física e Química.

Na medicina, os vencedores foram James Rothman, Randy Schekman e Thomas Südhof, por seus trabalhos sobre o transporte vesicular, um processo celular.

Na física, o belga François Englert e o britânico Peter Higgs foram premiados pelo trabalho que desenvolveram nos anos 1960 teoria que, cinco décadas mais tarde, foi confirmada como a explicação para como as partículas adquirem massa.

Na química, Martin Karplus, Michael Levitt e Arieh Warshel ganharam o prêmio por criar modelos de computadores que ajudaram a explicar e prever processos químicos.

Confira os vencedores do prêmio Nobel de literatura desde 2000, e como a Academia Sueca os descreve:

  • Mo Yan em 2012: "seu realismo alucinógeno mistura contos folclóricos, história e o mundo contemporâneo".
  • Tomas Tranströmer em 2011: "através de suas imagens translúcidas e condensadas, ele nos dá um novo acesso à realidade".
  • Mario Vargas Llosa em 2010: "por sua cartografia das estruturas do poder e as imagens vigorosas da resistência, revolta e derrota dos indivíduos".
  • Herta Müller em 2009: "com sua concentração de poesia e sinceridade na prosa, ela retrata a paisagem dos menos privilegiados".
  • Jean-Marie Gustave Le Clézio em 2008: "autor de novas saídas, aventuras poéticas e êxtase sensual - explorador da humanidade além e abaixo da civilização dominante".
  • Doris Lessing em 2007: "a épica autora da experiência humana, cujo ceticismo, fogo e poder visionário colocou em escrutínio uma civilização dividida".
  • Orhan Pamuk em 2006: "que, na busca pela alma melancólica de sua cidade natal, descobriu novos símbolos do choque de culturas entrelaçadas".
  • Harold Pinter em 2005: "que, em suas peças, revela o precipício abaixo das disputas cotidianas, e força as entradas nos quartos fechados da opressão".
  • Elfriede Jelinek em 2004: "por seu fluxo musical de vozes e 'contravozes' em novelas e peças que - com zelo linguístico extraordinário - revelam o absurdo dos clichés da sociedade e do poder opressor".
  • John M. Coetzee em 2003:"que em inúmeros disfarces retrata o envolvimento surpreendente do estranho".
  • Imre Kertész em 2002: "por uma escrita que mantém a experiência frágil do indivíduo diante da arbitrariedade bárbara da história".
  • Vidiadhar Surajprasad Naipaul em 2001: "por possuir uma narrativa com perspectiva coesa e por trabalhos de escrutínio incorruptível que nos levam a enxergar a presença de histórias suprimidas".
  • Gao Xingjian em 2000: "por uma obra de validade universal, visões amargas e engenhosidade linguística, que abrem novos caminhos para novela e teatro chineses".

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