Na Fifa, Dilma reitera empenho do governo em obras da Copa

Dilma Rousseff e Joseph Blatter em Zurique | Foto: AP Direito de imagem AP
Image caption Presidente disse que estádios são 'relativamente simples'

Após um encontro de cerca de 1h20 com o presidente da Fifa, Joseph Blatter, a presidente Dilma Rousseff procurou nesta quinta-feira reassegurar a entidade de que o Brasil está empenhado em realizar a "Copa das Copas" e que receberá os torcedores estrangeiros "de braços abertos".

O encontro na sede da Fifa, em Zurique, ocorreu em meio a mais um período de tensão entre a organização que rege o futebol mundial e as autoridades brasileiras, por conta dos atrasos na entrega dos estádios para a Copa – particularmente o de Curitiba, alvo de um ultimato da Fifa nesta semana.

Respondendo a uma pergunta de um jornalista brasileiro após o fim da reunião com Blatter, Dilma afirmou que "os estádios são obras relativamente simples" e que "o governo fará todo o empenho para que esta seja a Copa das Copas".

"Isso inclui estádios, aeroportos, portos. Inclui todas as obras necessárias para que sejamos o pais que bem recebe todos que vem nos visitar", disse.

Dirigindo-se aos estrangeiros, a presidente afirmou: "Podem vir ao Brasil, que serão recebidos de braços abertos pelo povo brasileiro".

Ameaça de exclusão

Pouco antes, Blatter também havia afirmado que esperava uma "Copa das Copas" no Brasil e manifestou confiança na entrega das obras que ainda faltam para o mundial.

"Ainda nos resta alguns meses e se alguns retoques ainda faltam, nós o faremos", afirmou o dirigente da Fifa, ao lado de Dilma.

No início do mês, o presidente da Fifa havia afirmado a um jornal suíço que nunca havia visto um país-sede da Copa do Mundo tão atrasado nos preparativos para o evento quanto o Brasil, mas depois se retratou da crítica.

Cinco dos doze estádios que sediarão o mundial ainda estão em obras – as arenas em Curitiba, São Paulo, Manaus, Cuiabá e Porto Alegre. Somente foram inaugurados os seis estádios utilizados na Copa das Confederações, no ano passado, e a Arena das Dunas, em Natal, aberto na quarta-feira com a presença de Dilma.

Em viagem ao Brasil nesta semana, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, segundo homem na hierarquia da entidade, manifestou preocupação com os atrasos e disse que a Arena da Baixada, em Curitiba, está ameaçada de ficar fora da Copa se não acelerar as obras.

O encontro desta quinta-feira foi solicitado pela Fifa, aproveitando a viagem da presidente à Suíça, onde participa na sexta-feira da reunião anual do Fórum Econômico Mundial, na estação de esqui de Davos.

Oficialmente, a reunião - que começou com meia hora de atraso - foi descrita como uma "visita de cortesia", apesar das cobranças oficiais e extra-oficiais feitas nas últimas semanas pela Fifa às autoridades brasileiras.

Durante o encontro desta quinta-feira, a presidente entregou a Blatter uma moeda de ouro comemorativa da Copa do Mundo, que será lançada oficialmente pelo Banco Central na sexta-feira.

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