Avião desaparecido pode ter mudado de rota e área de busca é ampliada

Familiares de passageiros de avião desaparecido (Getty Images) Direito de imagem Getty
Image caption Familiares de passageiros de voo desaparecido reclamaram da falta de informações

As equipes de resgate decidiram ampliar a área de busca pelo avião da Malaysia Airlines que está desaparecido há mais de 24 horas com 239 pessoas.

Sinais de radar mostram que o avião que seguia para Pequim pode ter mudado de rota e retornado em direção à Malásia.

Os investigadores também estão verificando imagens do circuito interno do aeroporto de Kuala Lumpur de dois passageiros que teriam embarcado no avião usando passaportes roubados. Cinco passageiros com reserva para o voo não embarcaram, e suas bagagens foram removidas do avião.

Há mais de 24 horas, 40 navios e 22 aeronaves de diversos países fazem um esforço conjunto de busca em uma área do Mar do Sul da China, ao sul do Vietnã.

Mas o chefe da aviação civil da Malásia, Azharuddin Abdul Rahman, disse em uma coletiva de imprensa em Kuala Lumpur que a área de pesquisa foi ampliada, para incluir a costa oeste da Malásia.

O chefe da Força Aérea Real da Malásia, Rodzali Daud, disse que a investigação se concentra agora em uma gravação dos sinais de radar que mostraram que há uma "possibilidade" de a aeronave ter se desviado de sua rota de voo.

Navios da Marinha vietnamita que detectaram duas manchas de óleo mais cedo no Mar do Sul da China não encontraram sinais de destroços.

'Suspeitos'

O ministro dos Transportes da Malásia, Hishammuddin Hussein, disse inicialmente que pelo menos quatro nomes na lista de passageiros eram "suspeitos", mas mais tarde afirmou à BBC que as suspeitas agora recaiam sobre dois nomes apenas.

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Image caption 'Unidades de contraterrorismo foram acionadas', disse Hussein

A BBC confirmou que dois homens usando passaportes roubados, um documento italiano e outro austríaco, compraram bilhetes ao mesmo tempo. Ambos também tinham lugar reservado no mesmo vôo de Pequim para a Europa no sábado.

Os dois haviam comprado seus bilhetes a partir de China Southern Airlines, que compartilhava o voo desaparecido com a Malaysia Airlines, e tinham números de bilhete consecutivos.

Os verdadeiros donos reportaram que seus passaportes foram roubados na Tailândia nos últimos anos.

Hussein disse que as agências internacionais, incluindo o FBI, se juntaram à investigação e todos os ângulos estavam sendo examinados.

"Nossa própria área de inteligência foi acionada e, claro, as unidades de contraterrorismo de todos os países em questão forma informadas", disse ele .

"A principal preocupação aqui para mim e para as famílias envolvidas é que encontremos a aeronave".

Os passageiros do vôo eram de 14 nacionalidades diferentes. Dois terços eram da China, enquanto os demais eram de outros países da Ásia, América do Norte e Europa.

Ao ser questionado mais cedo sobre a hipótese de terrorismo, o primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, disse que todas as possibilidades estavam sendo analisadas, "mas é muito cedo para fazer quaisquer comentários conclusivos".

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Image caption Os passageiros eram de 14 nacionalidades diferentes, a grande maioria da China

Neste sábado, aeronaves vietnamitas avistaram manchas de óleo na região onde estão sendo feitas as buscas.

As duas manchas de 15 quilômetros são similares ao que seria combustível de um avião, mão não está confirmando que sejam da aeronave desaparecida.

Nenhum destroço foi encontrado ainda, depois de 24 horas do desaparecimento do avião. Na hipótese de se confirmar a morte dos passageiros, este será o pior desastre aéreo dos últimos dez anos.

Amigos e familiares que esperavam para encontrar os passageiros do voo em Pequim foram instruídos a ir para um hotel próximo, onde as autoridades estariam à disposição para dar apoio a todos.

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Image caption As manchas avistadas pela quipe de busca vietnamita têm cerca de 15 Km

"Eles já deveriam ter falado alguma coisa", disse à agência de notícias AFP um homem visivelmente abalado que tinha ido para o hotel.

Em Kuala Lumpur, Hamid Ramlan, um policial de 56 anos, disse que a filha e o genro estavam no voo, viajando de férias para Pequim.

"Minha mulher está chorando. Todos estão tristes. Minha casa se transformou em um local de luto", disse ele.

A aeronave Boeing B777 -200 transportava 227 passageiros, incluindo duas crianças, e 12 membros da tripulação.

O piloto era Capt Zaharie Ahmad Shah, de 53 anos, que está na Malaysia Airlines desde 1981.

O avião estava voando a uma altitude de 10.700 metros e os pilotos não relataram problemas com a aeronave, disse à CNN Fuad Sharuji, vice-presidente de operações de controle da Malaysian Airlines.

A companhia aérea é uma das maiores da Ásia, transportando cerca de 37.000 passageiros por dia, para cerca de 80 destinos no mundo.

A rota Kuala Lumpur-Pequim tornou-se mais e mais popular com o aumento do comércio entre Malásia e China.

Em 20 anos de história, nunca havia sido registrado um acidente fatal com o modelo 777 da Boeing até que um acidente durante a aterrisagem de um avião da Asiana em São Francisco (EUA) em julho do ano passado matou três adolescentes da China.

Pelo Twitter, a Boeing disse: "Estamos monitorando de perto os relatórios sobre o voo MH370. Nossos pensamentos estão com todos a bordo".

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