Fifa bane Franz Beckenbauer por 90 dias

Franz Beckenbauer (Reuters) Direito de imagem REUTERS
Image caption Beckenbauer foi duas vezes vencedor da Copa do Mundo pela Alemanha

A Fifa proibiu provisoriamente o vencedor da Copa do Mundo Franz Beckenbauer de participar de todas atividades futebolísticas por 90 dias.

A entidade alega que o alemão não quis cooperar com a investigação de corrupção na eleição do Catar como país-sede da Copa de 2022.

Duas vezes vencedor da Copa do Mundo pela Alemanha, uma como jogador e outra como treinador, ele tinha sido solicitado para ajudar em uma investigação do comitê de ética da Fifa.

Com 68 anos, Beckenbauer fazia parte do comitê executivo da Fifa, que votou na escolha dos países que irão sedir as próximas Copas: a Rússia, em 2018; e o Qatar, em 2022.

Beckenbauer foi capitão do vitorioso time da Alemanha Ocidental na Copa do Mundo de 1974 e levantou o troféu novamente 16 anos depois como capitão do time.

Ele então coordenou o Olympique de Marselha e o Bayern de Munique, onde agora é presidente honorário.

A Fifa disse que Beckenbauer ignorou "pedidos recorrentes" para ajudar em uma investigação independente sobre o processo de escolha dos países-sede dos torneios de 2018 e 2022, que está sendo liderada pelo advogado norte-americano Michael Garcia.

"Eu educadamente solicitei uma reunião em que poderíamos falar sobre o assunto em alemão, o que, aparentemente, não era o que eles esperavam. De todo modo, eu não seria capaz de contribuir em nada para esclarecer o assunto...", disse Beckenbauer.

A entidade máxima do futebol disse que pediram que ele respondesse a perguntas em inglês e em alemão.

Recusa

O correspondente esportivo da BBC Radio 5, Richard Conway, avalia que Beckenbauer se recusou a se encontrar com Garcia porque sentiu que o advogado não tinha poder para convencê-lo – já que o campeão alemão não era mais ativamente envolvido no futebol.

"Beckenbauer está no comitê da Fifa olhando para o futuro e é presidente de honra e embaixador global do Bayern de Munique. Os executivos da Fifa, incluindo o vice-presidente Jim Boyce, haviam pedido que aqueles que aqueles que se recusaram a cooperar com a investigação a fossem 'nomeados e envergonhados ", diz.

Em comunicado, a Fifa disse que foi aberto um processo formal para investigação do caso, que está sendo conduzido pela chefe de investigação Vanessa Allard".

O vice-presidente da Fifa, Jim Boyce, disse: "isso mostra, mais uma vez, como está sendo o processo de reforma pelo qual a Fifa está passando. O comitê de ética independente está fazendo um bom trabalho e tem nosso total apoio".

Recentemente, o jornal Sunday Times publicou que Mohammed Bin Hammam, ex-principal dirigente de futebol do Catar que está no centro das acusações, pagou 3 milhões de libras para autoridades de futebol ao redor do mundo para conseguir o apoio ao país.

Garcia disse que tem "quase todos" os documentos que o relatório do jornal britânico se refere.

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