EUA querem mais segurança em voos após temor com 'novos' explosivos

Aeroporto (Getty) Direito de imagem GETTY IMAGES
Image caption Autoridades dos EUA temem a possibilidade de novos ataques contra aviões de passageiros

A segurança está sendo reforçada em aeroportos com vôos diretos aos Estados Unidos após alertas de que governo americano teria informações confiáveis sobre possíveis ataques da Al-Qaeda.

O governo americano teme que membros de grupos afiliados à Al-Qaeda na Síria e no Iêmen estejam trabalhando juntos para tentar desenvolver explosivos que poderiam passar despercebidos por sistemas de segurança nos aeroportos.

Uma autoridade do Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos disse que a aviação segue um "alvo atrativo" a grupos internacionais e que as medidas seriam uma resposta a uma "ameaça digna de crédito", mas não deu detalhes.

Ainda não está claro em quais países serão implementadas essas medidas - sabe-se que a Grã-Bretanha estará reforçando a segurança em alguns aeroportos.

O secretário de Segurança Nacional americano, Jeh Johnson, disse em comunicado que os Estdaos Unidos estão "dividindo informação relevante com aliados estrangeiros e consultando a indústria da aviação".

Eles trabalharão para que as "medidas necessárias causem o menor transtorno possível a viajantes". As mudanças devem ser aplicadas nos próximos dias.

Qual o risco?

Para o correspondente de segurança da BBC Frank Gardner, esse reforço de segurança veio após preocupações de analistas de inteligência de que o alto conhecimento no desenvolvimento de bombas se proliferou entre integrantes da Al-Qaeda do Iêmen à Síria.

"Por cinco anos, jihadistas no Iêmen têm trabalhado em explosivos de difícil detecção por equipamentos de segurança", disse Gardner.

"O que preocupa o governo americano agora é a possiblidade de que jihadistas com passaportes europeus estejam na Síria aprendendo a armar bombas antes de retornar a seus países", disse.

Image caption Medidas de segurança deverão ser reforçadas em aeroportos com vôos direto para os EUA

Segundo Gardner, em pelo menos três ocasiões, explosivos conseguiram ser embarcados em vôos internacionais. Apenas um explodiu, matando o homem que o carregava, após o avião ter aterrissado.

Especialistas em segurança disseram à BBC que a melhor defesa contra o tipo de bombas que a Al-Qaeda pode estar desenvolvendo é a combinação de dois tipos de scanners corporais.

Um que revela dispositivos ocultos - mesmo aqueles escondidos dentro do corpo de um homem-bomba - e outro que detecta as mais pequenas partículas de resíduo explosivo.

Aeroportos em todo o mundo reforçaram as medidas de segurança após os ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos. A segurança na cabine de aeronaves também foi reforçada.

Restrições a líquidos nas bagagens de mão foram introduzidas em 2006 após um plano para explodir sete vôos direcionados aos Estados Unidos e Canadá com bombas líquidas foi frustrado pelos serviços de segurança. Três homens por trás do plano foram condenados à prisão perpétua.

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