Sequestro de 'refém-bomba' em Brasília chega ao fim após oito horas

Sequestro em hotel (Ag. Brasil) Direito de imagem Ag Brasil
Image caption Demandas do sequestrador incluem saída de Dilma Rousseff e a aplicação plena da Lei da Ficha Limpa

Após quase oito horas de tensão, chegou ao fim na tarde desta sexta-feira um sequestro em um hotel em Brasília no qual um funcionário foi mantido refém por um homem armado.

O sequestrador se entregou, e o funcionário que foi mantido refém foi encaminhado ao hospital, mas passa bem.

Pela manhã, o homem invadiu o hotel e ameaçou realizar um "ato terrorista".

Identificado pela polícia como Jac Souza dos Santos, ele rendeu um mensageiro do hotel e o obrigou a vestir um colete que, segundo o sequestrador, teria explosivos.

De acordo com testemunhas, o homem fez check in no hotel St Peter, na zona central da capital, e em seguida teria pedido a hóspedes que deixassem o edifício, anunciando que preparava um "ato terrorista".

Policiais disseram acreditar que o colete vestido pelo refém realmente carregava explosivos. Atiradores de elite foram posicionados em torno do edifício.

De acordo com a polícia do Distrito Federal, o sequestrador tem 30 anos, foi candidato pelo PP a vereador, é agricultor e foi Secretário Municipal de Agricultura e Juventude de Combinado (TO).

Demandas

Durante o sequestro, Jac saiu com o refém algumas vezes em uma varanda no décimo terceiro andar.

No início da tarde, segundo o Correio Braziliense, ele apontou sua pistola para a rua e jogou dois objetos da janela, o que provocou correria.

A polícia ampliou o perímetro de isolamento e evacuou o prédio dos Correios, em frente ao hotel.

Um policial disse que o sequestrador deu um prazo inferior a seis horas para que se atendessem suas exigências, entre as quais a extradição do ex-ativista italiano Cesare Battisti, a saída da presidente Dilma Rousseff e a aplicação plena da Lei da Ficha Limpa.

Caso os pedidos não fossem atendidos, ele ameaçava detonar os explosivos.