OMS inclui mais 15 países africanos em esforço contra ebola

Enfermeiro (Getty) Direito de imagem Getty
Image caption OMS está preocupada com a possibilidade da epidemia se espalhar para África

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou nesta quinta-feira que está ampliando para mais 15 países africanos seus esforços para evitar que o vírus ebola se espalhe no continente.

Atualmente, os esforços estão concentrados nos três países em que a epidemia vem sendo registrada – Libéria, Serra Leoa e Libéria.

Com a mudança a OMS vai ampliar para nações vizinhas a ajuda em áreas de prevenção e proteção, segundo a diretora da OMS Isabelle Nutall.

"Vamos ampliar nosso apoio a esses países. Vamos trabalhar um plano de ação com esses governos ", afirmou, acrescentando que as ações incluem treinamento de profissionais, criação de laboratórios e de equipes de resposta rápida.

Os países beneficiados serão Costa do Marfim, Guiné Bissau, Mali, Senegal, Benin, Burkina Faso, Camarões, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Gâmbia, Gana, Mauritânia, Nigéria, Sudão do Sul e Togo.

A transmissão do ebola permanece intensa na Libéria, Serra Leoa e Guiné, segundo a diretora.

Isabelle destacou que houve um "pico" de transmissão na capital da Guiné, Conakry, e uma "intensa transmissão" em Freetwon, capital de Serra Leoa.

A diretora afirmou ainda que os números de casos de ebola estão dobrando a cada quatro semanas e que o número de mortes deve superar os 4,5 mil esta semana.

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Ebola nos EUA

Nos Estados Unidos, autoridades ligadas à área da saúde foram questionadas ao que os críticos do governo classificam como o fracasso do país para lidar com os casos de ebola.

O diretor do Centro de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, Thomas Frieden, fez um alerta, dizendo que a disseminação do ebola pode, a longo prazo, significar uma ameaça ao sistema de saúde Americano.

Frieden, no entanto, disse que o país tem conhecimento e expertise suficientes para combater a doença.

O republicano Tim Murphy, líder do comitê, criticou a resposta do governo ao surgimento da doença no país, dizendo que as duas enfermeiras que contraíram o vírus não receberam treinamento apropriado e não tinham equipamentos adequados.

As duas enfermeiras foram infectadas ao cuidarem do liberiano Thomas Eric Duncan, que foi diagnosticado com ebola em Dallas, no Texas, no dia 30 de setembro, dez dias depois de chegar nos EUA para visitar sua ex-namorada e o filho de 19 anos do casal.

Apesar de ter recebido tratamento intensivo no hospital, com o uso de uma forte droga experimental, Duncan morreu no dia 8 de outubro.

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