Procurando emprego? Nunca cometa esses erros

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Todos conhecem histórias de entrevistas de emprego que deram muito errado. Mas a seleção para uma vaga de trabalho começa ainda antes do encontro, com a análise dos currículos.

Mas se a carta de apresentação e o resumo das experiências enviados pelos candidatos deveriam colaborar para a conquista de um emprego, muitas vezes eles acabam servindo ao propósito contrário.

A BBC ouviu especialistas em recrutamento para identificar os piores erros cometidos por candidatos a empregos e que podem ser fatais na hora de conquistar uma vaga.

Veja o que evitar na busca por um novo trabalho.

CORTAR E COLAR É SEU INIMIGO

Matthew Lanier, recrutador da empresa Eliassen Group, conta que certa vez se deparou com o currículo de uma jovem de 20 anos com várias experiências em varejo e serviço de consumidor. Passando os olhos no pé do currículo, ele viu que ela tinha sido, durante dez anos, executiva de uma grande empresa do setor financeiro.

Na verdade, a jovem tinha obtido na internet o modelo de um currículo e havia simplesmente colado suas informações no modelo - sem apagar o que estava ali.

"Um erro por falta de atenção pode ser a diferença entre conseguir um emprego ou ser preterido", diz Lanier.

ESQUEÇA OS MODELOS

Ed Zutron, de uma empresa de relações públicas, conta que recebeu mais de cem respostas a uma oferta de estágio que fez em sua empresa. Ninguém incluiu uma carta de apresentação original.

"Todas elas eram modelos - claramente copiadas e coladas", diz Zitron.

Seu conselho: nunca escreva uma carta genérica. Sempre tente compartilhar um pouco sobre a sua personalidade, e como ela se encaixa com a vaga. Passe alguns minutos pesquisando sobre a empresa ou a pessoa que vai entrevistá-lo.

SEJA SELETIVO

A consultora de carreiras Irene McConnell tem clientes que dizem mandar seu currículo para mais de cem vagas por semana. Isso é um grande erro, segundo ela, especialmente se a vaga é buscada em agência de recrutamento.

"Os recrutadores lembram dos nomes e logo pensam 'esse é aquele cara que me manda um monte de 'spam' toda vez que eu ofereço um novo emprego'."

Há alguns dos sinais que são captados por recrutadores: a carta de apresentação e o currículo seguem diagramações muito diferentes, ou em algum ponto há menção errada à vaga buscada.

Quem usa agências desse tipo precisa saber que o mundo dos recrutatores é razoavelmente pequeno, e maus candidatos constroem uma fama logo.

NÃO MANDE FOTOS

Roy Cohen, consultor veterano de Nova York, lembra de uma candidata que colocou no seu currículo uma foto sua de biquíni.

Ela queria trabalhar com administradores de hedge funds. Cohen conta que ela decidiu colocar a foto de biquíni por saber que esse tipo de diretor gosta de contratar "gatas".

A foto de biquíni é obviamente pouco profissional. Mas a questão de enviar fotos (bem comportadas e profissionais) persiste, e varia conforme a cultura. Na Europa, é comum ver currículos com fotos. Nos Estados Unidos, isso costuma ser um tiro no pé.

Cohen diz que se as pessoas querem mesmo usar fotos no currículo, devem se certificar de que a imagem não é antiga. Isso pode passar recados errados aos empregadores, como a sensação de que o candidato não é sincero sobre sua idade.

Shikha Arora, do grupo SAP Asia de Cingapura, diz que teve outro problema com fotos. Um candidato mandou arquivos pesados demais pelo computador, com dez fotos - muitas delas inúteis, como a do candidato recebendo prêmios ou praticando seu hobby favorito.

SIGA AS INSTRUÇÕES

Emily LaRusch, da empresa Back Office Betties, que contrata recepcionistas, gosta de testar a atenção dos candidatos com duas instruções simples, com um alerta de que quem não as cumprir será imediatamente desclassificado no processo de seleção.

Dos 30 currículos que recebeu em dois dias, apenas três obedeceram as instruções. Destas três, só restou uma candidata.

"Aqui é quando os candidatos tentam criar a melhor impressão. Eu não posso me arriscar e contratar uma pessoa que não consegue obedecer a primeira ordem que dou", diz LaRusch.

NÃO SEJA AUTOCONFIANTE DEMAIS

Amy Silverman, gerente do jornal Phoenix New Times, contratou um novo crítico de gastronomia recentemente. Ela logo aprendeu uma lição: "Todo mundo come, então todos sentem que seriam ótimos críticos de gastronomia."

O pior é que muitas pessoas não levam muito a sério o processo de seleção. Alguns não enviam currículos; outros inventam desculpas na entrevista.

Um candidato chegou a dizer: "Eu não tenho currículo. Eu sou dono de negócio e, sinceramente, tenho total desprezo por currículos. Eles são só uma fotografia do que uma pessoa quer saber, não um resumo do que uma pessoa realmente é. Esse tipo de conhecimento só se obtem com interação."

Leia a versão original desta reportagem em inglês no site BBC Capital.

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