Promotoria ameniza acusações contra baterista do AC/DC

Phil Rudd, baterista da banda AC/DC Direito de imagem AFP
Image caption Inocentado da acusação de planejar assassinato, Phil Rudd ainda pode ser condenado a até sete anos de prisão por supostas ameaças

Apenas 24 horas após ser preso numa batida policial em Tauranga, na Nova Zelândia, o baterista da banda de rock australiana AC/DC, Phil Rudd, viu nesta sexta-feira a principal acusação ser retirada pela promotoria. Ele não vai mais responder pelo suposto planejamento de um duplo homcídio - crime que não ocorreu.

Alegando insuficiência de provas após uma revisão do caso, o promotor Greg Hollister-Job disse que Rudd agora será apenas julgado por porte de drogas e por ter feito ameaças de morte a dois homens. Rudd, de 60 anos, ainda pode ser condenado a sete anos de prisão.

O episódio já atraiu críticas para a polícia neozelandesa. "A acusação de planejamento jamais deveria ter sido feita. Meu cliente sofreu danos incalculáveis com a repercussão pública do caso e a maneira sensacionalista como as acusações foram relatadas pela imprensa", disse o advogado defesa do baterista, Paul Mabey, falando à imprensa neozelandesa.

O baterista terá de comparecer ao tribunal no próximo dia 27, cinco dias antes do lançamento mundial do novo álbum do AC/DC. A banda emitiu um comunicado dizendo que o caso não afetará a próxima turnê do grupo.

Rudd foi preso em casa na quinta-feira, numa batida policial em que agentes apreenderam maconha e anfetaminas. Mas Mabey deu a entender que eram pequenas quantidades.

O baterista foi solto sob fiança.