Credito: Channel 7
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Vídeo mostra momento em que polícia invade café em Sydney

Novas imagens mostram a polícia invadindo o café Lindt, em Sydney, no momento em que um homem armado fazia 12 pessoas reféns.

O vídeo foi exibido pelo canal Channel 7, que tem um estúdio próximo ao local. As imagens mostram os policiais entrando no prédio e os reféns correndo.

O cerco que, que ocorreu na segunda-feira, já durava quase 20 horas quando a polícia agiu.

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O sequestrador, Man Haron Monis, morreu na hora, assim como dois reféns.

Passado violento

Monis, de 50 anos, era um clérigo iraniano que pediu asilo político na Austrália. Já no país, ele chegou a ser preso e libertado após pagar fiança.

Segundo jornais australianos, ele foi acusado de ser cúmplice do assassinato de sua ex-mulher e é alvo de mais de 40 denúncias de violência sexual.

O incidente teve início quando funcionários chegavam para trabalhar no centro comercial Martin Place, que fica no distrito financeiro de Sydney, sede de dois dos maiores bancos australianos.

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Escritórios ao redor foram esvaziados e policiais pediram que as pessoas ficassem dentro dos prédios e afastadas de janelas abertas. O famoso prédio da Ópera de Sydney também foi evacuado e todos os eventos programados foram cancelados.

Brasileira

Cinco reféns conseguiram escapar antes da invasão da polícia, em circustâncias que ainda não estão claras.

Pouco antes da invasão ao café, uma bandeira preta com frases islâmicas chegou a ser exibida na janela do café.

O sequestrador usou os reféns para fazer exigências, forçando-os a permanecer ao lado da bandeira preta e falar para uma câmera.

Monis exigia falar com o primeiro-ministro australiano, Tony Abbott. Ele também pediu que fosse divulgado que aquele era um ataque do grupo autodenominado Estado Islâmico e pediu uma bandeira do grupo. A polícia afirma, porém, que foi uma ação isolada.

Uma das pessoas usadas para fazer contato era a goiana Marcia Mikhael, que vive na Austrália há mais de 20 anos.

Os dois reféns mortos, que não tiveram os nomes inicialmente revelados pela polícia, foram identificados mais tarde como a advogada Katrina Dawson, de 38 anos, e Tori Johnson, de 34 anos, gerente do café onde aconteceu o sequestro.

Johnson teria tentado desarmar o sequestrador quando a polícia invadiu o local para resgatar os reféns.

Ainda não se sabe se eles foram mortos por disparos efetuados pela polícia ou pelo sequestrador.