Sequestrador de supermercado foi 'traído' por telefone 'mal desligado', diz jornal

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Image caption Segundo jornal francês Le Figaro, descuido teria possibilitado operação policial para libertar reféns

Um descuido do homem que na manhã desta sexta-feira invadiu um supermercado de comida judaica em Paris teria ajudado policiais a definir o momento exato de invadir o local e libertar os reféns.

Citando fontes da polícia, o jornal francês Le Figaro diz que, após telefonar a um amigo, Amedy Coulibaly não desligou corretamente o telefone.

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Image caption Amedy Coulibaly invadiu supermercado de comida judaica nesta sexta-feira

A distração teria permitido aos policiais ouvir o que se passava dentro do local, "indistintamente ou mesmo de maneira desarticulada", explicou uma fonte ao diário.

Dessa forma, os policiais decidiram pela intervenção, que culminou com a morte de Coulibaly, quando perceberam que o sequestrador "havia relaxado". O momento-chave teria ocorrido quando eles ouviram o sequestrador fazer uma última reza, como se previsse que iria morrer.

O chefe do esquadrão de elite responsável pela operação policial, no entanto, deu outra versão à TV francesa. Segundo ele, a ação praticamente simultânea da polícia aconteceu porque se temia que Coulibaly matasse todos os reféns ao tomar conhecimento da morte dos irmãos Kouachi.

Depois de detonar bombas, os policiais entraram no local onde Coulibaly, suspeito de já ter matado uma policial na região de Montrouge, ao sul de Paris, na quinta-feira, mantinha vários reféns.

Cinco pessoas, incluindo o sequestrador, morreram na operação e outras sete, entre elas três policiais, ficaram gravemente feridas.