Passageiros de ônibus são esfaqueados por palestino em Israel

Policiais em cena de crime em Tel Aviv (foto: AP) Direito de imagem AP
Image caption Israel identifica suposto padrão de ataques individuais sem armas sofisticadas

Autoridades policiais israelenses afirmaram ter baleado um palestino que teria esfaqueado ao menos 12 pessoas durante um ataque em um ônibus em Tel Aviv.

O crime teria ocorrido na região da ponte Maariv e está sendo tratado como um ataque terrorista. Segundo a polícia, o suspeito atacou as vítimas dentro e fora do veículo.

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O palestino teria tentado fugir da cena do crime, mas foi baleado na perna.

Pelo menos três vítimas foram seriamente feridas.

A segurança na área foi reforçada devido ao temor de que novos ataques ocorram, segundo afirmou o porta-voz da polícia Micky Rosenfeld pelo Twitter.

Uma outra porta-voz da instituição, Luba Samri, disse que o palestino tem 23 anos e seria da cidade de Tulkarem – na Cisjordânia ocupada.

"O 'terrorista' esfaqueou o motorista do ônibus várias vezes, mas o motorista lutou até ele fugir a pé e ser 'neutralizado' por um guarda do sistema prisional", disse a porta-voz.

"Nós vimos pessoas correndo do ônibus e gritando por socorro. Nós começamos a perseguir o 'terrorista'. Primeiro atiramos para o ar e depois nas pernas dele", disse o guarda a uma rádio local.

Padrão

A polícia israelense disse ter identificado um suposto padrão de ataques que estariam ocorrendo há alguns meses.

Neles, palestinos agindo sozinhos atacariam civis israelenses aleatórios sem o uso de armas sofisticadas, segundo o correspondente da BBC em Jerusalém, Kevin Connolly.

Em novembro, dois israelenses foram mortos em ataques a faca: um soldado em Tel Aviv e uma mulher na Cisjordânia.

Segundo Connolly, a última onda de tensões na região se intensificou no ano passado, após o conflito em Gaza e disputas sobre o acesso a locais religiosos na cidade velha de Jerusalém.

Mais de 2.100 pessoas foram mortas em Gaza no conflito entre israelenses e palestinos, a maioria civis. Ao menos 67 militares e seis civis foram mortos em Israel.

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