Infográfico interativo: a vida na cidade que abrigava Auschwitz

A cidade polonesa de Oswiecim é mais conhecida pelo seu nome alemão: Auschwitz.

Setenta anos depois do Holocausto, a vida em Oswiecim continua. Mas ela não escapa da associação a um dos crimes de guerra mais terríveis da história.

Clicável
  • ×
  • Morte na porta de casa

    ×

    Durante a guerra, Oswiecim estava sob ocupação nazista. A vida no campo transbordou para as ruas da cidade à medida que prisioneiros foram forçados a trabalhar em obras públicas. Com a SS controlando todos os aspectos da vida local, os moradores viviam com medo. Mas muitos, em segredo, fizeram tudo o que podiam para ajudar os prisioneiros.

  • Trabalhando à sombra do genocídio

    ×

    Com 1,1 milhão de visitantes por ano, o campo de Auschwitz-Birkenau deveria ser uma parte importante da economia de Oswiecim, mas poucos visitantes realmente vão para a cidade. Muitos dos que trabalham lá vêm de outras partes da Polônia. Não é um emprego fácil: eles vivem e trabalham todos os dias à sombra do extermínio em massa.

    Assista ao vídeo

  • O outro genocídio

    ×

    Roman Kwiatkowski é o líder da comunidade cigana (roma) da Polônia. Ele cresceu em Oswiecim. Muitas vezes, as pessoas esquecem que 23 mil romas foram mortos em Auschwitz. Eles viviam em blocos separados chamados Zigeunerlager. Mas, depois do Holocausto, a perseguição aos romas não terminou.

    Assista ao vídeo

  • Fabricando a morte

    ×

    A fábrica de produtos químicos em Oswiecim é a maior empregadora da cidade, mas tem uma história triste. Mais conhecido como Buna-Werks, foi construída em 1942 pelos nazistas. Era um campo de trabalhos forçados gerenciado pela IG Farben, a empresa que produzia o gás Zyklon B, usado nas câmaras de gás.

    'A história da fábrica é dolorosa, é claro', diz Marek, de 34 anos. Ele trabalha na fábrica há 14 anos. Seus avós trabalharam lá também. 'Mas temos que diferenciar Auschwitz e Oswiecim. A vida continua. Oswiecim é uma cidade normal, onde as pessoas vivem e trabalham.'

  • O legado do ódio

    ×

    Antes do Holocausto, 60% da população de Oswiecim era judia. Agora, não há judeus morando lá. Consciente de que tudo pode acontecer outra vez, o Museu Judaico, no centro da cidade, mantém programas de formação de policiais poloneses sobre como identificar e combater crimes de ódio.

    Assista ao vídeo

  • A vida na cidade de Os

    ×

    O fotógrafo americano Danny Ghitis passou seis meses em Oswiecim em 2014. Neto de um sobrevivente do Holocausto, ele ficou fascinado com a ligação entre a cidade e o campo -conexão que explorou em uma série de fotografias fascinantes.

    Veja Land of Os, de Danny Ghitis

Leia mais: Drone da BBC percorre maior campo de concentração nazista

Leia mais: Projeto colhe depoimentos inéditos de sobreviventes do Holocausto no Brasil

Notícias relacionadas