As cinco melhores cidades para conhecer - ou viver - em 2015

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Image caption Wellington, capital da Nova Zelândia, tem muitos restaurantes, cafés e cervejarias artesanais

A lista de lugares que o turista deveria visitar em 2015 está concorrida.

Publicações como o New York Times e os guias turísticos Rough Guide e Lonely Planet apresentam, anualmente, suas recomendações de países, cidades e regiões do planeta que os leitores deveriam explorar.

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A BBC Travel selecionou algumas cidades que estão ganhando espaço nas listas, mas permanecem fora do radar da maioria dos viajantes.

O objetivo era não apenas descobrir o que torna essas cidades atraentes para uma visita, mas também para viver nelas.

Veja quais são elas e o que alguns de seus moradores disseram.

Wellington, Nova Zelândia

A Nova Zelândia atrai muitos turistas, tanto os que gostam de curtir a natureza quanto os cinéflos à procura de locações de filmes como O Hobbit e O Senhor dos Anéis.

Entre as cidades mais procuradas da nação está Wellington, que entrou na lista do guia Rough Guide neste ano.

Com 200 mil habitantes, ela não apenas oferece uma variedade de cafés, restaurantes e cervejarias artesanais badalados, como também celebra, em 2015, seu 150º aniversário como capital da Nova Zelândia.

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Sarah Melke, diretora do festival de gastronomia "Wellington on a Plate" ("Wellington no prato", em inglês) , disse que o charme da cidade está no espírito comunitário do lugar.

"Nós costumamos dizer que Wellington se comporta como uma cidade, mas tem o espírito de um vilarejo", ela disse.

A blogueira americana Liz Carlson, que escreve sobre turismo e viagens e mora em Wellington, concorda com Melke.

"O barman tem sempre um sorriso para você. As pessoas nas lojas perguntam como você está, e desconhecidos te dizem bom dia na rua", contou.

Nizwa, Omã

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Image caption Nizwa foi eleita a 'Captal da Cultura Islâmica' em 2015 e tem vários eventos e festas programados para o ano

Omã entrou nas listas do New York Times e da revista da indústria do turismo Skift por ser um país árabe tranquilo e informal, situado a apenas uma hora de avião de Dubai, nos Emirados Árabes.

A cidade de Nizwa foi destacada pelo Rough Guide, porque foi eleita a "Capital Islâmica de Cultura" de 2015. A honraria se deve à contribuição da cidade para a cultura, língua, artes e ciências islâmicas. Vários eventos e festas estão programados para este ano.

A história da cidade, antiga capital de Omã, pode ser explorada no Forte Nizwa, construído na década de 1650 e cercado por muralhas sólidas o suficiente para resistir a ataques com morteiros.

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Além deste lado histórico, a cidade também tem um movimentado centro comercial, onde seus mais de 700 mil habitantes compram alimentos, especiarias e joias de prata feitas à mão e famosas mundo afora.

Os moradores são amistosos. "Nizwa tem clima de cidade pequena, mas tem história grandiosa", disse Nicole Brewer, que vive na cidade há dois anos e escreve para o blog de viagens iluv2globetrot.com.

"É um lugar tranquilo e as pessoas te ajudam se você precisa de alguma coisa."

Brewer mora no bairro Hay Al Tourath, conhecido por sua atmosfera calma e onde vivem muitos estudantes.

A maior parte da população mora em casas, mas os estrangeiros vêm optando cada vez mais por morar em prédios, que vem se tornando comuns na cidade.

Chennai, Índia

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Image caption Chennai, na costa leste da Índia, é uma das cidades mais seguras do país

Com a inauguração da nova ferrovia Chennai Metro Rail, esta cidade na costa leste da Índia - no passado um mero ponto de parada para os que chegavam ao país - está se tornando um destino final, disse o guia Lonely Planet.

Uma das cidades grandes mais seguras da Índia, Chennai tem 4,3 milhões de habitantes. Também é menos congestionada e frenética do que outras cidades desse tamanho, porque está mais espalhada geograficamente.

O acesso fácil a praias, templos históricos e à cultura tamil aumenta seu apelo para os estrangeiros.

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Wasim Mohideen, autor do blog gastronômico Chennai Foody, vive lá desde que nasceu. Ele concorda que a cidade já foi meio parada, mas as coisas mudaram.

"Deixou de ser uma cidade conservadora, e hoje oferece uma mistura incrível de tradição e modernidade", disse.

"As pessoas são informais, prestativas e aceitam mudanças com os braços abertos."

Entre os bairros mais agradáveis para se viver, estão Besant Negar, próximo a uma praia tranquila, e RA Puram, que fica 10 km ao sul do centro da cidade.

Ambos são considerados bairros chiques, com boas escolas e muitos restaurantes e cafés. Os subúrbios estão se expandindo rapidamente e hoje já são do tamanho da própria Chennai.

Salta, Argentina

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Image caption Conhecida como 'Salta, la Linda', cidade de 600 mil habitantes tem espírito comunitário e clima de interior

Com sua bem preservada arquitetura colonial, Salta emergiu no Rough Guide deste ano como uma cidade com uma cultura particularmente vibrante.

O turista vivencia isso nos mercados de rua, nas vinícolas e peñas – restaurantes onde a comida tradicional dos Andes é servida junto com música e danças folclóricas.

Conhecida como "Salta, la Linda", a cidade de 600 mil habitantes tem espírito comunitário e ar de interior.

O clima ameno durante todo o ano faz dela um lugar ideal para caminhadas, piqueniques e drinques ao ar livre.

"Temos uma grande variedade de paisagens, de montanhas a vales, desertos e florestas, tudo a poucas horas de viagem", disse Patricia Guadalupe Díaz, que nasceu na cidade e ensina espanhol a estrangeiros.

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Embora os moradores pareçam reservados à primeira vista, a maioria fará o impossível para ajudar os turistas, mesmo os que não falam espanhol.

Guadalupe explicou que, para fazer o visitante se sentir bem-vindo, os salteños apresentam a ele as tradições e hábitos locais, como beber chá feito com erva mate, por exemplo.

"O mate não é apenas uma bebida, mas um símbolo de amizade e uma forma de estender a mão para alguém."

Essa atitude é parte de um estilo de vida que tem um ritmo bem mais lento e que requer uma certa adaptação por parte do estrangeiro , especialmente os americanos.

"Mesmo quando estamos com pressa, ainda temos tempo de tomar um café com alguém."

Muitos dos bairros da cidade, incluindo a região oeste, onde Guadalupe mora, ainda têm sua própria padaria e açougue locais onde o freguês é conhecido pelo nome.

Contrastando com o movimentado centro da cidade, a zona oeste tem pouco tráfego e atrai jovens trabalhadores, famílias e aposentados.

Johanesburgo, África do Sul

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Image caption Joanesburgo deixou no passado a alta criminalidade e o apartheid

A maior cidade da África do Sul ocupa a primeira posição no ranking de cidades que devem ser visitadas do Rough Guide.

O guia justifica sua escolha dizendo que Johanesburgo se reinventou, deixando para trás seu passado de criminalidade e apartheid. Hoje, oferece a visitantes e moradores museus, galerias e boutiques.

"Joburg (como Johanesburgo é chamada por moradores) é uma cidade de oportunidades e você tem a sensação de que todo mundo está aqui para se tornar alguém", disse Crystal Espin, que se mudou da Cidade do Cabo para Johanesburgo há três anos e escreve sobre a cidade no site Joburg's Darling.

Espin disse que a população é amistosa e prestativa.

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No bairro de Lonehill, ao norte do centro, o clima é de comunidade. Moradores trabalham juntos para manter os parques limpos e as ruas seguras.

"Lonehill está cheio de jovens profissionais e famílias que gostam de ter um estilo de vida ativo. Passam os fins de semana e as tardes caminhando com seus cachorros, correndo, andando de bicicleta e passando tempo no parque."

Visitantes que preferem estar perto de bons restaurantes podem optar por bairros como Parktown North e Parkhurst, ambos localizados a 10km ao norte do centro.

A área em torno da 4th Avenue, em Parkhurst, é particularmente vibrante, com muitos restaurantes e lojas.

Leia a versão original desta reportagem em inglês no site BBC Travel.

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