Casa coberta de listras após briga de vizinhos terá de ser repintada

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Image caption Agora listrada, casa destoa de outras residências do bairro londrino

Uma milionária britânica que pintou a fachada de sua casa com listras vermelhas e brancas para se vingar dos vizinhos terá de remover a polêmica pintura.

A ordem partiu da subprefeitura do distrito de Kensington e Chelsea, onde fica a residência, após uma reclamação dos moradores do entorno.

Se não recorrer da decisão, a proprietária terá até o dia 5 de julho para cumprir a medida.

Vingança

A fachada da casa, que destoa radicalmente do padrão das construções georgianas do bairro, reduto de milionários de Londres, não foi motivada por excentricidade, mas vingança.

A proprietária do imóvel, avaliado em 15 milhões de libras (R$ 60 milhões), tinha planos de demoli-lo e erguer, em seu lugar, uma nova construção de cinco andares, com um enorme porão onde seriam instaladas uma piscina e uma academia.

Mas os vizinhos foram à Justiça e conseguiram que a obra fosse vetada. Poucos dias depois, a fachada da casa amanheceu pintada de listras brancas e vermelhas.

A pintura incomoda os vizinhos não só por sua estética, mas também por atrair turistas ao pacato bairro residencial.

"Há muitas pessoas aqui furiosas com isso", disse ao jornal Daily Telegraph a estudante Saskia Moyle, de 18 anos, que mora em frente à polêmica residência.

"É muito espalhafatoso, uma mistura de barraca de praia e circo. A rua toda está unida pelo ódio por esta casa", acrescentou.

Transtorno

A autora da vingança é Zipporah Lisle-Mainwaring, de 71 anos, milionária que trabalha com incorporação de imóveis e que vive entre Londres, no Reino Unido, e Genebra, na Suíça.

Ela teve seu pedido de reforma negado em julho de 2013 pela administração do distrito de Kensington e Chelsea, que avaliou que uma obra tão grande geraria transtornos na área e que a escavação do solo poderia afetar as fundações de casas próximas.

Lisle-Mainwaring entrou com um recurso e conseguiu um aval à obra, que depois foi rejeitado em instância máxima, após ação movida pelos moradores.

Mas, para pintar a casa, não era preciso obter uma permissão. Um porta-voz do distrito confirmou na ocasião que vários moradores registraram queixa contra a pintura.

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