Iêmen: as imagens de um país mergulhado em violência

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Image caption Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita lançou em março uma campanha aérea contra os rebeldes hutis com o objetivo de restabelecer no poder o presidente Abdrabbuh Mansour Hadi, que teve de se exilar

Localizado no extremo sudoeste da Península Arábica, o Iêmen está mergulhado em um conflito que sangra o país de ponta a ponta: o sul, incluindo a capital, Saná, é dominado pelos rebeldes xiitas hutis enquanto a maioria sunita controla o norte.

O conflito envolve uma coalizão internacional, liderada pela Arábia Saudita, que vem realizando ataques aéreos nos últimos dias. No país, também atuam o Estado Islâmico e a Al Qaeda. Já os hutis seriam apoiados pelo Irã, que tem interesse estratégico na região.

Organizações humanitárias, como a Cruz Vermelha Internacional (ICRC, na sigla em inglês), estão prestando assistência aos afetados pela escalada do confronto armado.

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Image caption Coalizão diz que bombardeios miram apenas alvos rebeldes, mas ataques já destruíram prédios e áreas residenciais
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Image caption Ataque contra o distrito de Sawaan, na capital Saná, no dia 30 de abril, deixou 26 civis mortos

Os hutis são membros de um grupo rebelde também conhecido como Ansar Allah (Partidários de Deus), que pertence a uma corrente do xiismo conhecida como Zaidismo.

Os zaiditas são um terço da população e governaram o Iêmen do Norte no âmbito de um sistema conhecido como Imamato por quase 1 mil anos, até 1962.

Leia mais: Mergulhado em violência sectária, Iêmen vive 'vácuo de poder'; entenda

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Image caption Abdallah Saleh, 15, foi ferido com queimaduras graves e perdeu seis membros de sua família quando um tanque de óleo explodiu em frente a sua casa, na província de Ibb, após um ataque aéreo
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Image caption Os hospitais estão sobrecarregados pela chegada contínua de feridos e há escassez de medicamentos e equipamentos. Naseem al-Khaledi sofreu fraturas faciais graves devido a um ataque aéreo no distrito de Faji Attan, em Saná
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Image caption A situação se agravou pelas restrições de importação impostas pela coalizão. Médicos temem que este homem, ferido em um ataque suicida em uma mesquita em Saná em 20 de março, morra se o suprimento de oxigênio se esgotar no hospital
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Image caption Ambulâncias do hospital Al-Kuwait, na capital, não têm combustível e este precisa ser transferido de um veículo para o outro
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Image caption Postos de gasolina de Saná têm longas filas desde as primeiras horas do dia
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Image caption A situação é semelhante no resto do país. Há também falta de água e cortes de energia. Mohammad Yahya percorre a capital de bicicleta em busca de água e combustível
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Image caption A Cruz Vermelha disse que estava extremamente preocupada com os graves danos que os ataques da coalizão estão causando no aeroporto da capital
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Image caption Danos à pista estão prejudicando as entregas de ajuda humanitária, alertou a entidade

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