Autor de atentado na Maratona de Boston é condenado à morte

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Image caption Dzokhar Tsarnaev foi condenado à morte pelo atentado na Maratona de Boston

Depois de 14 horas reunidos para definir uma sentença para Dzhokhar Tsarnaev, um dos autores do atentado que deixou três mortos e 260 feridos na Maratona de Boston em 2013, o júri o condenou à pena de morte por injeção letal nesta sexta-feira.

No julgamento realizado na cidade de Boston, os 12 jurados analisaram 12 fatores que eram favoráveis à condenação do réu à morte e 21 fatores apresentados pela defesa que sugeriam a prisão perpétua como sentença.

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O júri, formado por cinco homens e sete mulheres, optou pela pena de morte – tal sentença não é permitida no Estado de Massachusetts, onde ocorreu o julgamento, mas o caso é considerado federal e, por conta disso, a condenação à morte foi permitida.

Tsarnaev já havia sido considerado culpado por sete das 30 acusações que existiam contra ele. Nesta sexta-feira, o júri anunciou somente a sentença que foi decidida pelos jurados - e que precisava ser por unanimidade. Ele e seu irmão colocaram bombas na linha de chegada da maratona, matando três pessoas com a explosão.

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Os familiares das vítimas, presentes no julgamento, soluçavam enquanto a sentença era lida. Tsarnaev não esboçou reação e saiu de cabeça baixa.

Agora, Tsarnaev deverá ir para uma prisão federal em Indiana, onde aguardará a execução por injeção letal.

Julgamento

Os advogados de defesa tentaram tirar o caso de Boston, em Massachussetts, onde acreditavam que um julgamento justo seria impossível.

Eles admitiram que Tsarnaev teve participação no atentado, mas disseram que o irmão mais velho do réu, Tamerlan, que morreu após levar um tiro da polícia, foi quem liderou o plano.

A defesa também enfatizou que Tsarnaev era muito novo na época do ataque e tinha apenas 19 anos.

E exploraram a vida difícil que os irmãos tiveram na infância na tentativa de amenizar a sentença. Os Tsarnaevs - que têm origem étnica chechênia - viveram na antiga república soviética do Quirgistão e na região do Daguestão na Rússia, próximo à Checênia. A família mudou para os Estados Unidos em 2002.

Depois do anúncio, a promotora americana Loretta Lynch defendeu a sentença. "A pena de morte é uma punição adequada para esse crime horrível e esperamos que a conclusão deste julgamento traga um pouco de conforto para as vítimas e os familiares."