O que faz da Nova Zelândia um novo polo para os negócios

Direito de imagem Thinkstock
Image caption Cercada por mar e montanhas, Auckland é um paraíso para os amantes dos esportes

A inovação ocorre nos lugares à frente de seu tempo e "nenhum lugar é mais à frente de seu tempo do que a Nova Zelândia", decreta Brett O'Riley, CEO do grupo de desenvolvimento de Auckland, a maior cidade do país.

Apesar de ser também a mais movimentada, ela ainda mantém um clima de vilarejo. É um lugar relaxado, cercado de montanhas e de mar.

Auckland também está rapidamente se tornando um hub comercial para negócios globalizados, muito por causa do grande interesse vindo da China.

E, apesar de a Nova Zelândia ser uma economia pequena, a ausência de burocracia e corrupção, uma grande liberdade individual e salvaguardas para investimentos têm atraído muitos empreendedores ao país. Some a isso um clima estável e transparente para os negócios, e o apelo é inegável.

Leia mais: Poder, ostras e etnias: por que Washington está na moda

Leia mais: Por que Atlanta atrai as grandes corporações

Conferências e esportes

Direito de imagem Getty
Image caption Cidade tem recebido cada vez mais executivos chineses e americanos

Este salto no interesse vindo da Ásia se refletiu no número de visitantes no ano passado – 5% mais estrangeiros participaram de convenções e eventos em Auckland do que em 2013, segundo o Statistics NZ.

Dados do Ministério dos Negócios, Inovação e Emprego também mostram um aumento no número de conferências e encontros internacionais na cidade.

Os "kiwis" – como os neozelandeses são chamados – são fanáticos por esportes, e o calendário de 2015 está lotado de eventos que deve atrair ainda mais a atenção de estrangeiros, como a Copa do Mundo Sub-20, neste fim de maio.

Leia mais: O sombrio segredo para a felicidade no Butão

Leia mais: As pistas de pouso mais radicais do mundo

Bairros renovados

Direito de imagem Thinkstock
Image caption A Sky Tower atrai inúmeros 'bungee jumpers' e tem um restaurante no topo

Desde 2010, quando as sete subprefeituras de Auckland se juntaram para formar uma "supercidade", o centro foi renovado e cresceu. Os habitantes locais agora aproveitam mais as atrações da região, assim como os turistas e viajantes a negócios.

Os bairros de Wynyard Quarter e Britomart, ambos à beira-mar, estão assistindo à instalação de novos apartamentos, lojas, restaurantes e escritórios de empresas de tecnologia. E a cidade recebeu um grande investimento para construir um sistema integrado de transporte público.

Tanto a Nova Zelândia quanto a Austrália ficaram relativamente abrigadas da crise econômica mundial, e continuaram crescendo. Apesar de os preços dos imóveis estar subindo, Auckland ainda é uma cidade surpreendentemente barata para seu tamanho e importância.

Os neozelandeses são conhecidos por serem excepcionalmente simpáticos e extrovertidos. Mesmo em ambientes de trabalho, isso se reflete em ter todas as pessoas se tratando pelo primeiro nome e na maneira mais informal como todos se vestem, inclusive os executivos.

Leia mais: A forma de fazer reunião que conquistou Zuckerberg e Obama

Tudo perto - e radical

Direito de imagem Getty
Image caption A Gibbs Farm é um parque de esculturas e ajuda a fazer da cidade um polo cultural

O aeroporto internacional fica a 21 quilômetros do centro de Auckland, e viu o número de desembarques aumentar nos últimos anos – houve um crescimento de 14% dos voos vindos da China e de 10,4% daqueles vindos dos Estados Unidos.

A principal companhia aérea local, a Air New Zealand, também notou um aumento no número de passageiros na classe executiva.

A maioria das pessoas que visitam a cidade a trabalho acaba se hospedando no centro. A Federal Street foi recentemente transformada em um calçadão, com bares e cafés agitados.

É ali também o melhor lugar para assistir aos bungee jumpers que se arriscam do alto da Sky Tower, a maior estrutura feita pelo homem no Hemisfério Sul, onde também funciona um restaurante.

A comida fusion, com forte influência da cozinha do Sudeste Asiático, é a maior especialidade da Nova Zelândia.

Uma visita ao Viaduct Harbour, no coração da cidade, é uma boa ideia para quem quiser experimentar as delícias locais. O Harbourside Ocean Bar Grill, instalado no histórico Ferry Building, tem mesas no terraço e costuma atrair uma pequena multidão.

Sair da cidade é muito fácil e as atrações podem ser aproveitadas mesmo por quem tem pouco tempo livre.

Uma balsa que sai do Viaduct Harbour atravessa a baía em 30 minutos para chegar a Waiheke Island, uma pequena ilha residencial que abriga vinhedos e fazendas de produtos orgânicos, como azeites e queijos.

Quem busca emoções mais fortes pode alugar um autêntico iate da America's Cup e ter uma vista sensacional a partir do mar. Outros passeios incluem avistar baleias e golfinhos.

Leia mais: Funcionários famosos: garantia de lucros ou dor de cabeça?

Clique aqui para ver outras matérias especiais de economia e negócios

Leia a versão original desta reportagem em inglês no site BBC Capital.