Zimbábue pede extradição de americano que matou leão símbolo do país

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O dentista americano que matou o leão Cecil, animal-símbolo do país, deve ser extraditado para o Zimbábue para ser julgado, afirmou nesta sexta-feira a ministro do Meio Ambiente do país, Oppah Muchinguri.

"Walter Palmer tem de ser responsabilizado por sua ação ilegal", afirmou ela.

Palmer, que mora no Estado americano de Minnesota, pagou o equivalente a R$ 170 mil para caçar o leão.

Em sua defesa, ele afirmou pensar que a caçada era legal e disse não saber que Cecil era um animal protegido.

Em entrevista a jornalista em Harare, capital do Zimbábue, Muchinguri se referiu a Palmer, que vem sendo alvo de fortes críticas nas redes sociais, como um "caçador estrangeiro".

Dois zimbabuanos também foram implicados na morte do leão.

Um caçador profissional foi acusado de falhar em evitar uma caça ilegal ─ o que ele nega ─ e promotores estão decidindo quais acusações o proprietário do local onde Cecil foi morto ainda deve enfrentar.

Leia mais: Dentista que matou leão no Zimbábue já foi condenado por caça ilegal nos EUA

Quem era Cecil?

Leão-símbolo do país, Cecil vivia no Parque Nacional de Hwange, a maior reserva do Zimbábue e uma das principais atrações turistas do país.

O animal tinha 13 anos e era conhecido pelo comportamento amigável com visitantes.

Segundo relatos, Palmer teria sido atraído para fora do parque, onde a caça é ilegal, durante uma perseguição noturna. Após ser abatido, Cecil foi degolado e teve a pele arrancada.

Seu corpo foi encontrado pois estava sendo monitorado por uma equipe da Universidade de Oxford, na Inglaterra.

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