Ataques em Paris: Brasileiro teve pulmão atingido mas não terá sequelas, diz médico

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Image caption Brasileiro jantava com amigos em restaurante quando ocorreu ataque

O brasileiro Gabriel Sepe Camargo, baleado durante os ataques em Paris, teve um pulmão atingido mas passa bem e não terá sequelas, de acordo com um dos médicos que o atendeu.

Segundo a equipe médica do hospital Bichat, o arquiteto passou por duas cirurgias, uma no pulmão e outra na tíbia. Ele não corre risco de morrer.

Camargo estava com um grupo de amigos no restaurante Le Petit Cambodge, nas proximidades do canal Saint-Martin, quando o recinto foi alvejado por vários tiros. Doze pessoas morreram no local.

Não está claro quantos tiros teriam atingido Camargo. O médico Sebastien Tanaka disse à BBC Brasil que ele deve ficar alguns dias na unidade de tratamento intensivo e depois será transferido para o departamento torácico do hospital.

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O brasileiro teve parte do pulmão direito afetada mas, segundos o médico, isso não terá consequências em sua saúde no futuro.

Um dos amigos que estava com ele no restaurante conversou com Camargo nesta tarde e disse que ele está bem, falando normalmente, e que se lembra do atentado ontem.

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A cônsul-geral do Brasil na França, Maria Edileuza Fontenele Reis, havia anunciado esta manhã que o brasileiro não corria trisco de vida.

Camargo e os amigos estavam em Paris para participar de um evento de arquitetura. Outra brasileira integrante do grupo também foi atingida - ela passa bem.

Testemunhas que estavam no restaurante Le Petit Cambodge disseram à imprensa francesa que cerca de 20 a 30 tiros foram disparados contra o local, provavelmente com armas automáticas.

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A capital parisiense foi alvo de uma série de ataques na noite desta sexta-feira. Pelo menos 127 pessoas morreram e outras 180 ficaram feridas - 99 em estado grave.

O grupo autodenominado 'Estado Islâmico' reivindicou autoria dos ataques. Em comunicado, eles afirmaram que o ataque foi uma resposta a ações da França em seu território.

O presidente da França, François Hollande, disse que o ataque foi um "ato de guerra" e prometeu uma guerra "impiedosa" contra terroristas.