Governo francês identifica todas as 129 vítimas dos ataques

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Image caption Pelo menos 129 pessoas morreram em ataques. Primeira fileira, da esquerda para direita: Nohemi Gonzalez, Marie Mosser, Djamila Houd. Fileira do meio: Juan Alberto Gonzalez, Guillaume Decherf, Nick Alexander. Fileira de baixo: Mathieu Hoche, Thomas Ayed, Valentin Ribet

As autoridades da França informaram nesta quarta-feira que todas as 129 pessoas mortas nos ataques em Paris da última sexta-feira já foram identificadas.

Em declaração feita depois de uma reunião do gabinete de governo, as autoridades afirmaram que cerca de cem famílias já foram identificar os corpos.

Pelo menos 350 pessoas ficaram feridas nos ataques contra a casa de shows Bataclan, além de nos arredores do Stade de France, em restaurantes e cafés.

Muitas estão em estado grave.

Mais de 20 estrangeiros de vários países estão entre os mortos, entre eles cidadãos da Grã-Bretanha, Bélgica, Alemanha, Argélia e da América Latina.

Três brasileiros ficaram feridos: Gabriel Sepe, com tiros nas costas e na perna, Camila Issa, com tiros de raspão nas mãos e pernas, e Daniel Ribeiro, com ferimentos leves provocados por estilhaços de vidro. Todos passam bem.

Veja quem são algumas das vítimas:

Image caption Arianne Theiller fazia desenhos para crianças

Arianne Theiller, 23 anos - foi uma das 89 pessoas que morreram no Bataclan. Ela fazia desenhos para crianças e trabalhou para uma editora francesa.

Asta Diakite, francesa - O jogador de futebol francês Lassana Diarra disse em sua conta de Twitter que perdeu a prima em um dos tiroteios. Segundo o atleta, Asta era como uma "irmã mais velha" para ele.

Diarra estava jogando na partida entre França e Alemanha no Stade de France na sexta-feira à noite. Os arredores do local também foram cenário de ataques.

Image caption Gilles Leclerc e a namorada Marianne postaram esta foto pouco mais de uma hora antes do francês ser baleado

Gilles Leclerc, 32 anos - trabalhava com a mãe em uma floricultura no subúrbio de Saint-Leu-la-Foret, norte de Paris. Ele foi ao show do Eagles of Death Metal com a namorada, Marianne, na noite de sexta-feira, no Bataclan, e postou a foto acima no Instagram pouco mais de uma hora antes de ser baleado.

Marianne foi resgatada pelas forças de segurança sem ferimentos.

Foram necessários três dias para o corpo de Leclerc ser identificado e a mãe dele, Nelly, fez um apelo desesperado em uma rádio francesa por informações do filho.

Image caption Ludovic Boumbas

Ludovic Boumbas, 40 anos - morreu no bar La Belle Equipe ao se atirar na frente da amiga, Chloe, que ficou ferida mas sobreviveu. Ele tinha ido a uma festa de aniversário.

"Ele morreu como herói mas eu preferiria que meu irmão não tivesse morrido, que tivesse ficado satisfeito em ser um covarde. Ele ainda estaria aqui", disse o irmão dele, Charden.

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Image caption Asta Diakite era "guia, apoio e irmã mais velha", disse o jogador Lassana Diarra

Djamila Houd, francesa, 41 anos - Era da cidade de Dreux, a 80 km de Paris. O jornal local L'Echo Républicain disse que ela morava longe mas voltava a Dreux com frequência.

"Com sua morte, toda uma geração de Dreux ficou ferida. Todas as mães de família compartilham a dor da mãe de Djamilla", disse o jornal.

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Image caption Djamila Houd

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Nick Alexander, britânico - Morreu no Bataclan, segundo o Ministério de Relações Exteriores britânico e sua família.

Nick era responsável pela venda de produtos da banda de rock Eagles of Death Metal, que tocava no local.

"Nick não era só nosso irmão, filho e tio, mas também era o melhor amigo de todo mundo. Era generoso, divertido e muito leal", disse a família em um comunicado.

"Morreu fazendo o trabalho que amava e nos consola saber o quanto seus amigos em todo o mundo o amavam."

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Image caption Nick Alexander

Halima, 37 anos, de origem tunisiana - Mais uma das vítimas do ataque ao café-restaurante La Belle Équipe, na rue de Charonne, onde morreram 19 pessoas. Ela morreu na hora, deixando dois filhos, de 6 e 3 anos. Sua irmã, Hodda, 35 anos, teria sido gravemente ferida no atentado, segundo sua família. O sobrenome delas não foi divulgado.

Halima, Hodda e um de seus irmãos festejavam um aniversário com amigos. “Minha irmã, como todos os membros da família, era totalmente integrada à sociedade francesa”, diz Bechir, seu irmão. “Ela foi morta com todos esses inocentes. Os que fazem isso não podem reivindicar suas ações em nome da religião”, diz o irmão.

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Patricia San Martín, de 61 anos, chilena - Trabalhava como produtora de eventos da casa de shows Bataclan, onde ocorreu o ataque mais sangrento de sexta-feira.

Uma pessoa próxima à família disse à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, que ela estava com sua filha Elsa Del Palce, de 34 anos e com nacionalidades francesa e chilena, que também morreu no ataque.

Segundo o governo chileno, Patricia seria uma exilada e sobrinha do embaixador do Chile no México, Ricardo Nunez.

Luis Felipe Zschoche Valle, chileno, de 35 anos - Estava no show com a mulher, de nacionalidade francesa. Não há informações sobre ela.

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Image caption Luis Felipe Zschoche Valle

Nohemí González, 23 anos - A estudante de El Monte, Califórnia, também estava entre as vítimas, segundo sua universidade. Ela tinha cidadania dos EUA e do México.

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Ela estava em Paris para estudar na Escola de Desenho Strate, em um programa de intercâmbio.

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Image caption Retrato de Nohemi Gonzalez em uma homenagem em Long Beach, Califórnia

Michelle Gil Jaimes - tinha cidadania mexicana e espanhola. O governador do Estado de Vera Cruz tuitou condolências à família.

O presidente do México, Henrique Peña Nieto, confirmou pelo Twitter a morte de dois cidadãos do país.

"Lamento profundamente o falecimento de duas mexicanas em consequência dos ataques perpetrados ontem em Paris", escreveu, sem dar mais detalhes sobre as vítimas.

Thomas Ayed, de 34 anos, francês - Trabalhava para a gravadora Mercury Records. Estava no show com dois colegas que também morreram.

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Image caption Thomas Ayed

Em um tuíte, o presidente da Universal Music na França, Pascal Negre, se referiu às duas outras vítimas como Marie e Manu, mas não deu mais detalhes.

Marie seria Marie Mosser, profissional de marketing digital e comunicação, de acordo com o perfil dela no Twitter

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Image caption Marie Mosser

Valentin Ribet, francês - A universidade britânica London School of Economics (LSE) confirmou a morte do ex-aluno, que concluiu um mestrado em Direito em 2014.

Segundo seu perfil na rede social LinkedIn, ele era um associado no escritório Hogan Lovells e trabalhava com Direito Penal.

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Image caption Ex-estudante de Direito da LSE, Valentin Ribet trabalhava em escritório de advocacia em Paris

Marie Lausch, 23, e o namorado Mathias Dymarski, 22, franceses - também morreram no Bataclan. Seus amigos fizeram uma vigília em sua homenagem na cidade de Metz.

Guillaume B. Decheft, francês - jornalista da revista de rock Les Inrocks. Havia escrito recentemente sobre o último disco da banda Eagles of Death Metal, que tocava no momento dos ataques.

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Image caption Guillaume B Decherf

"Dado", francês - no Bataclan também morreu um homem conhecido pelo apelido de "Dado", de 44 anos e original de Ceyrat, segundo o canal France 3. Ele trabalhava para o órgão equivalente à Receita Federal.

Hugo Sarrade, 23 anos, francês - foi morto no Bataclan. Estava estudando em uma universidade em Montpellier e foi a Paris passar o fim de semana com seu pai. "Hugo tocava guitarra e amava rock. Ele era carinhoso e muito aberto a novas culturas e modos de vida", disse o pai dele, Stephane.

Mathieu Hoche, francês - repórter do canal France 24 TV, morreu no Le Bataclan.

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Image caption Mathieu Hoche

Manuel Dias, português, 63 anos - segundo o governo português, Manuel havia emigrado e vivia em Paris há muitos anos. Foi morto em uma das explosões perto do Stade de France.

Quentin Boulanger, francês, 29 anos - era de Rheims e estava no show do Bataclan.

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Image caption Quentin Boulanger

Milko Jozic, 47 anos - também seria uma dos belgas mortos, de acordo com a imprensa local. O Ministério das Relações Exteriores da Bélgica confirmou a morte de três belgas. A outra vítima teria 28 anos, mas sua identidade ainda não foi confirmada.

Lola Salines, francesa - a morte foi confirmada por seu pai no Twitter; ele havia usado a plataforma para tentar localizá-la.

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Image caption Lola Salines

Amine Ibnolmobarak, marroquino, 29 anos - o arquiteto morreu no bar Carillon, de acordo com um jornal do Marrocos. Ele estaria com sua mulher, que foi gravemente ferida.

Elodie Breuil, francesa - vítima tinha 23 anos e estava no show com seus amigos.

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Image caption Elodie Breuil

Precilia Correia, 35 anos - tinha dupla cidadania portuguesa e francesa. Foi morta no Bataclan com seu namorado francês.

Alberto González Garrido, espanhol - tinha 29 anos e morreu no Bataclan.

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Image caption Alberto González Garrido

Cedric Mauduit, francês - funcionário público da Normandia que estava no local com cinco amigos.

Valeria Solesin, 28 anos, de Veneza (Itália) - sua família afirma que ela foi morta do lado de fora do Bataclan, mas a morte ainda não foi confirmada oficialmente.

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Image caption Valeria Solesin era "uma pessoa maravilhosa", disse sua mãe

Elif Dogan, 26 anos - seria um dos três belgas mortos nos atentados.

Aurélie de Peretti, francesa, 33 anos, estava no Bataclan, segundo a revista Times. "Não consigo acreditar que acabei de perder uma parte de mim", disse sua irmã, Delphine.

Ciprian, 32 anos, e Lacramioara, 29 anos, romenos - Autoridades da Romênia forneceram apenas os primeiros nomes das vítimas. Eles estariam em uma comemoração de aniversário no bistrô Belle Equipe e teriam um bebê de 18 meses.

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Image caption Aurelie de Peretti

Outras vítimas

O Ministério de Relações Exteriores da Suécia disse que um sueco morreu nos ataques e outro ficou ferido.

O governo alemão confirmou que ao menos um cidadão do país está entre as vítimas, segundo o jornal Die Zeit. A vítima seria um homem de 28 anos de Munique que vivia em Paris desde 2011.

Dois argelinos foram mortos, disse a agência oficial APS, citando fontes diplomáticas. As vítimas seriam uma mulher de 40 anos e um homem de 29 anos.

Dois senegaleses também morreram nos ataques, de acordo com a mídia do Senegal.