Obama sobre San Bernardino: EUA não serão aterrorizados

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Image caption Obama recebeu o diretor do FBI, James Corley, na Sala Oval da Casa Branca

O presidente americano, Barack Obama, disse neste sábado que os Estados Unidos "não serão aterrorizados" pelo ataque ao centro comunitário em San Bernardino, na Califórnia.

O ataque ocorreu na quarta-feira e deixou 14 pessoas mortas e 21 feridas e foi realizado por Syed Malik, de 28 anos, e a esposa, Tashfeen Malik, de 29. Os dois foram mortos pela polícia.

"Somos fortes. E somos resistentes", disse o presidente em seu pronunciamento semanal de rádio. Obama afirmou ainda que é "totalmente possível" que os responsáveis pelo ataque tenham sido radicalizados.

O FBI está investigando o ataque como um "ato de terrorismo".

O grupo extremista autoproclamado Estado Islâmico celebrou o ataque afirmando que os atiradores eram "dois partidários do Estado Islâmico".

A declaração foi divulgada pela rádio do grupo, a al-Bayan, e não deu mais indicações de que o grupo tem envolvimento no planejamento do ataque contra o centro comunitário de San Bernardino.

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"Sabemos que o EI e outros grupos terroristas estão estimulando de forma ativa as pessoas - no mundo todo e em nosso país - a cometer atos de violência terríveis, frequentemente como agentes (ao estilo) lobo solitário", disse Obama.

"Todos nós - governo, polícia, comunidades, líderes religiosos - precisamos trabalhar juntos para evitar que as pessoas sejam vítimas destas ideologias de ódio."

Investigações

Depois do pronunciamento, a Casa Branca divulgou que Obama recebeu as últimas informações sobre as investigações sobre o ataque.

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Image caption Malik e Farook se conheceram através de um site de encontros para muçulmanos

Além de várias autoridades, o diretor do FBI, James Comey, deu mais detalhes e também confirmou que, até o momento, não há indicações de que os dois atiradores eram parte de um "grupo organizado ou faziam parte de uma célula terrorista maior".

O FBI também está investigando informações de Malik postou uma mensagem no Facebook jurando fidelidade ao Estado Islâmico.

Farook, que trabalhava no departamento de saúde local, e Malik, atacaram durante uma festa de fim de ano em um escritório, matando as 14 pessoas e ferindo 21.

Os agentes do FBI estão tentando recuperar dados de dois telefones celulares que foram encontrados esmagados em uma lata de lixo perto do local do ataque.

Na sexta-feira advogados representando as famílias dos dois atiradores disseram que os parentes estão em "choque total" e acrescentaram que não sabiam que os dois eram capazes de ataques como o que fizeram.

"Nunca poderia imaginar que meu irmão ou minha cunhada estava fazendo algo assim, especialmente porque eles eram casados e felizes, eles tinham uma linda filha de seis meses", disse à CBS News Saira Khan, a irmã de Syed Rizwan Farook.

Tashfeen Malik nasceu no Paquistão e viveu durante 20 anos na Arábia Saudita antes de voltar ao Paquistão para frequentar a universidade.

Ela e Farook, um cidadão americano, se conheceram em um site de encontros voltado para muçulmanos, segundo informações passadas por autoridades ao jornal The New York Times.

O casal passou cerca de uma semana na Arábia Saudita no ano passado, antes de voltarem juntos para os Estados Unidos.

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