Ataques a tiros e explosões deixam mortos e espalham pânico na Indonésia

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Ataques a bomba e tiroteios causaram mortes e espalharam terror na manhã desta quinta-feira na Indonésia.

No centro da capital do país, Jacarta, pelo menos sete pessoas foram mortas ─ cinco delas seriam atiradores.

O grupo autodenominado Estado Islâmico reivindicou a autoria dos ataques.

As explosões ocorreram nos arredores da rua Thamrin, de um shopping center e de um distrito financeiro próximo a embaixadas e escritórios da ONU.

A polícia afirma que a situação está agora sob controle.

O presidente da Indonésia, Joko Widodo, descreveu os ataques como "um ato de terror".

"Estamos todos de luto pelas vítimas desse incidente, mas também condenamos o ato que perturbou a segurança e a paz e espalhou terror entre nossa população", disse ele.

Imagens de TVs locais mostraram corpos espalhados pelas ruas durante todo o dia e pessoas gravamente feridas sendo carregadas.

As circunstâncias dos ataques permanecem pouco conhecidas, mas uma das explosões atingiu uma filial do Starbucks nos arredores do shopping Sarinah e de um posto policial.

Testemunhas afirmam ter visto homens-bomba entrarem no café e detonarem os explosivos.

Policiais armados, franco-atiradores e veículos blindados foram mobilizados nas ruas da capital.

Um tiroteio ocorreu quando a polícia chegou ao café. Em seguida, novas explosões foram registradas.

A polícia cercou a área ao redor do shopping.

Um funcionário da ONU, Jeremy Douglas, afirmou à BBC que ele estava a 150 metros de uma das primeiras explosões ocorridas perto de um dos prédios das Nações Unidas.

"Nós corremos para dentro do prédio. Ouvimos então uma terceira explosão. Chegamos ao nosso escritório, que fica no décimo andar, e ouvimos uma quarta, quinta e sexta explosões".

'Sob controle'

Horas depois, a polícia afirmou que quatro atiradores foram mortos, e posteriormente revisaram o número para cinco, incluindo um estrangeiro.

Segundo o general Budi Gunawan, vice-comandante da polícia nacional, dois deles foram mortos após troca de tiros com policiais do lado de fora de um teatro. Outros dois suspeitos se explodiram em um posto policial em frente à filial do Starbucks, acrescentou ele.

O porta-voz da polícia, coronel Muhammad Iqbal, disse que a situação estava "sob controle". Nenhum suspeito se escondeu dentro do shopping, como havia sido noticiado anteriormente.

Inicialmente, a polícia disse que até 14 radicais islâmicos poderiam estar envolvidos nos ataques. Três deles foram presos, segundo a imprensa indonésia.

A Indonésia já havia sido alvo de atentados de grupos extremistas islâmicos no passado e estava em alerta máximo durante o período do Ano Novo devido a ameaças do autodenominado 'Estado Islâmico' (EI).

Segundo o ministro de segurança, Luhut Pandjaitan, ainda é "muito cedo" para falar sobre o envolvimento do grupo extremista nos atentados desta quinta-feira.

"Cinco terroristas foram mortos e não sabemos se há outros soltos. Estamos investigando", disse ele.

Até esta quinta-feira, o atentado mais recente em Jacarta tinha ocorrido em 2009, quando dois hotéis foram alvos de radicais islâmicos.

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