Potências mundiais chegam a acordo sobre 'pausa' em guerra na Síria

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Image caption Força-tarefa da ONU deve levar ajuda humanitária para a Síria

Potências mundiais reunidas na Alemanha chegaram a um acordo para implementar uma "cessar de hostilidades" na guerra civil na Síria, segundo o secretário de Estado americano John Kerry.

Esse "cessar de hostilidades" não se estende porém à luta contra grupos islâmicos jihadistas como o autoproclamado Estado Islâmico e a Frente al-Nusra.

Kerry fez o anúncio após encontro do Grupo Internacional de Apoio à Síria - do qual participam Estados Unidos, Rússia, União Europeia, Turquia, Irã e Arábia Saudita - em Munique, na Alemanha.

Perguntado se esse "cessar de hostilidades" se configurava em um cessar-fogo, Kerry disse que não.

"Um cessar-fogo tem várias prerrogativas legais e requerimentos. Um cessar de hostilidades não tem. Ambos tem um efeito similar", disse Kerry.

"Um cessar-fogo... têm uma conotação de algo bem mais permanente. Não é o caso. Trata-se de uma pausa que depende do processo ir em frente, e por isso o termo 'cessar de hostilidades' é mais apropriado."

Ele também afirmou que as potências concordaram em acelerar a expansão da ajuda humanitária no país.

O anúncio ocorre no momento em que o Exército sírio avança sobre a província de Aleppo, com apoio aéreo da Rússia.

Esse movimento de tropas governamentais poderia cercar dezenas de milhares de civis em áreas controladas por rebeldes nos arredores da cidade de Aleppo.

Plano ambicioso

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Image caption Potências concordam que é preciso retomar processo de paz na Síria

K erry afirmou que o plano é "ambicioso" e disse que o maior desafio do acordo é fazer com que as partes honrem tudo o que foi discutido.

"O que temos aqui são palavras no papel, o que precisamos ver nos próximos dias são ações no terreno", disse o secretário de Estado americano.

Uma força-tarefa da ONU deve ser organizada para fornecer apoio humanitário para todos os lados beligerantes.

Kerry fez o anúncio ao lado do chanceler da Rússia Sergei Lavrov e do enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura.

Lavrov disse que há "razões para acreditar que fizemos um belo trabalho hoje".

Durante o anúncio à imprensa, Kerry sugeriu que as forças russas estão atacando posições rebeldes e não terroristas, como insiste Moscou.

Os dois concordaram que negociações de paz envolvendo rebeldes e o governo da Síria devem recomeçar o mais cedo possível.