Cidade chinesa lança ônibus exclusivo para mulheres e gera polêmica

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Image caption Veículo vai circular nos horários de pico durante o verão na cidade de Zhengzhou; segundo autoridades, objetivo é reduzir casos de assédio sexual

A introdução de um ônibus exclusivo para mulheres em uma cidade no leste da China irritou alguns homens e gerou polêmica nas redes sociais do país.

O veículo vai circular nos horários de pico durante o verão na cidade de Zhengzhou.

O objetivo é reduzir o número de casos de assédio sexual, informou o jornal local Dahe Daily.

Autoridades municipais dizem que o ônibus protegerá as mulheres do assédio dos homens, especialmente quando elas estiverem usando trajes leves. Além disso, deixará que mães em período de amamentação se sintam mais confortáveis.

Diversas cidades do mundo, incluindo capitais brasileiras, já introduziram vagões exclusivos para mulheres em metrôs e trens, com diferentes taxas de sucesso.

Mas na China a medida ainda é considerada um conceito relativamente novo.

Em entrevista ao jornal Dahe Daily, passageiras dizem ter ficado satisfeitas com o serviço. Uma delas disse: “Claro que é uma boa ideia; é muito respeitosa às mulheres”.

Mas alguns homens não concordam.

Um deles disse ao jornal que o assédio não é comum no transporte público: "A companhia de ônibus fez um escarcéu sobre isso – a medida humilha os homens".

Em entrevista à rádio nacional chinesa, um outro homem também reclamou sobre a medida.

"Tive de esperar horas para que outro ônibus chegasse porque não me permitiram embarcar", disse.

Na internet, um vídeo viralizou ao mostrar um idoso protestando contra um motorista depois de ser proibido de embarcar.

"Você está me discriminando! Esse é um ônibus público", grita ele.

O assunto provocou polêmica no site de microblogging chinês Weibo. Muitas mulheres elogiaram a ideia, mas não houve consenso. "Nem todos os homens são ruins, e nesse caso não seria uma discriminação contra eles?", questionou uma usuária.

Entre os homens, a medida foi recebida com opiniões mais acirradas.

Enquanto uns acreditam que o serviço é necessário, outros dizem que promove uma "desconfiança geral" sobre o sexo masculino. Muitos também defenderam que se implementem exceções a idosos.

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