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Atualizado às: 03 de setembro, 2003 - 20h00 GMT (17h00 Brasília)
 
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Irã investiga ataque à embaixada da Grã-Bretanha em Teerã
 
Embaixada britânica em Teerã
As relações entre Grã-Bretanha e o Irã ficaram estremecidas com prisão de ex-diplomata iraniano.

O governo do Irã disse estar investigando o ataque desta quarta-feira à embaixada da Grã-Bretanha em Teerã.

As autoridades britânicas decidiram fechar o edifício após ele ter sido atingido por pelo menos seis tiros - aparentemente, dois homens numa moto foram os autores dos disparos.

Os tiros danificaram algumas janelas, mas ninguém ficou ferido. As autoridades de Teerã disseram que estão aumentando a segurança no local.

Um porta-voz do Ministério do Exterior britânico disse à agência de notícias Reuters que os tiros, disparados de uma rua próxima, “atingiram escritórios no primeiro e segundo andares do edifício”.

Motivação “política”

O embaixador britânico no país, Richard Dalton, disse que o incidente é grave e que a embaixada permanecerá fechada por tempo indeterminado.

Horas antes, o Irã havia anunciado que estava pedindo o retorno temporário a Teerã do seu embaixador em Londres, aparentemente devido a uma disputa envolvendo os dois países.

O embaixador, Morteza Sarmadi, voltou ao Irã depois de não ter conseguido obter concessões do governo britânico no caso da prisão, na Grã-Bretanha, de um ex-diplomata iraniano cuja extradição havia sido pedida pelo governo argentino.

O ex-diplomata Hadi Suleimanpour é acusado pela Justiça argentina de ter envolvimento com o atentado em um centro freqüentado pela comunidade judaica de Buenos Aires, em 1994.

Naquela época, Suleimanpour era o embaixador do Irã na Argentina.

O presidente do Irã, Mohammad Khatami, disse que a prisão do ex-embaixador foi politicamente motivada.

Oitenta e cinco pessoas morreram no atentado em Buenos Aires.

Em julho, o presidente argentino, Néstor Kirchner, disse que a falta de progresso no caso era uma “desgraça nacional” e prometeu levar os responsáveis à Justiça.

 
 
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