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Atualizado às: 01 de março, 2004 - 22h25 GMT (19h25 Brasília)
 
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Sem resistência, rebeldes desfilam pela capital do Haiti
 
Rebeldes
Rebeldes são recebidos com festa no Haiti
O líder dos rebeldes no Haiti, Guy Philippe, entrou na capital do país, Porto Príncipe, acompanhado por 70 homens fortemente armados e não enfrentou resistência dos simpatizantes do antigo governo.

Multidões saudaram os rebeldes do lado de fora do palácio presidencial.

Tropas americanas e francesas chegaram ao Haiti nesta segunda-feira como parte de uma força internacional autorizada pela ONU para conter a violência e ajudar a estabilizar o país.

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, disse que os Estados Unidos estavam mandando de 1.500 a 2.000 soldados para participar da força internacional.

Acusações

A Casa Branca classificou como "sem sentido" as acusações dos simpatizantes de Aristide de que fuzileiros navais americanos teriam forçado o ex-presidente Jean Bertrand Aristide a sair do país.

Ao se referir às tropas americanas, o secretário de Estado americano, Colin Powell, disse: "Eu não acho que haverá necessidade de luta, mas eles precisam estar prontos para isso".

Segundo o correspondente da BBC em Porto Príncipe, Stephen Gibbs, um clima de Carnaval tomou conta da capital com a chegada dos rebeldes.

O líder dos rebeldes, Guy Phillipe, disse que quer trabalhar em conjunto com a polícia e as tropas de paz internacionais para estabilizar o país.

Cerca de 50 soldados franceses também chegaram nesta segunda-feira a Porto Príncipe. A França deve enviar outros 150 militares nos próximos dois ou três dias, segundo as autoridades em Paris.

O Canadá também se dispôs a enviar soldados para compor a força internacional. O Brasil apoiou a resolução da ONU e agora estuda de que forma pretende ajudar.

Três meses

O Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade uma autorização para o envio dessa força militar internacional. A resolução discutida no Conselho prevê a permanência das forças no Haiti por três meses.

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse acreditar que esse prazo pode ser estendido para que a ordem e a paz sejam restauradas no Haiti.

O correspondente da BBC no país disse que os soldados americanos estavam entrando numa cidade em que não há lei, onde tem havido assassinatos e ações de vingança entre os rebeldes que tomaram a capital e militantes leais ao ex-presidente Aristide.

Porto Príncipe está sob toque de recolher. O presidente em exercício do Haiti, Boniface Alexandre, e o líder dos rebeldes, Guy Phillipe, disseram que as forças internacionais são bem-vindas.

Aristide

O ex-presidente Aristide, sua mulher e três filhos chegaram nesta segunda-feira à República Centro-Africana.

Ele estaria tentado obter asilo político na África do Sul. O governo sul-africano apoiava Aristide e afirmava que a sua derrubada seria uma ameaça à democracia.

O vice-chanceler da África do Sul, Aziz Pahad, declarou que a concessão de asilo ao ex-líder haitiano será estudada e ainda teria de ser submetida à aprovação do gabinete.

"Em princípio, se pudermos ajudar, vamos ajudar", disse Pahad.

 
 
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