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Atualizado às: 02 de março, 2004 - 02h42 GMT (23h42 Brasília)
 
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Aristide diz que foi forçado a sair do Haiti pelos EUA
 
O ex-presidente do Haiti, Jean-Bertrand Aristide
Jean-Bertrand Aristide está provisoriamente na República Centro-Africana
O ex-presidente do Haiti Jean-Bertrand Aristide disse que foi forçado a deixar o poder no domingo, no que ele chamou de um "golpe de Estado".

Em entrevista à rede de TV CNN, ele disse que assinou documentos em que oficializava sua saída do governo por causa do medo de que a violência se intensificasse no Haiti caso ele não obedecesse a quem ele identificou como "agentes de segurança americanos".

No entanto, Aristide, que recebeu asilo provisório da República Centro-Africana, evitou responder diretamente se ele foi ou não raptado.

O Secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, havia dito mais cedo que as alegações de que ele teria sido levado à força do Haiti eram absurdas.

Derramamento de sangue

"Ninguém deve forçar um presidente eleito a sair para evitar derramamento de sangue", disse Aristide na entrevista, de acordo com agências de notícias.

"Me disseram que era melhor eu partir. (...) Agentes americanos falaram comigo. Agentes haitianos falaram comigo. E finalmente eu percebi que era verdade, que nós iríamos ter um derramamento de sangue."

Um amigo americano do líder haitiano, Randall Robinson, disse à CNN que Aristide lhe havia confirmado que foi levado de sua casa por cerca de 20 soldados americanos e colocado em um avião.

Acredita-se que Aristide venha a ficar pelo menos alguns dias na República Centro-Africana, seguindo depois para outro país onde receberia asilo definitivo - possivelmente a África do Sul.

Caricom e soldados

O secretário-geral da Comunidade dos Países do Caribe (Caricom), disse nesta segunda-feira que o afastamento de Aristide abre um precedente perigoso.

Granderson salientou que membros da organização estão muito insatisfeitos com o que ocorreu no Haiti, em um momento em que o Caricom tentava negociar uma acordo entre o governo e a oposição no país.

Ele também disse que o Haiti já sofreu golpes de Estado demais e que teria sido melhor se tivesse evitado mais um.

A ONU anunciou que está enviando uma equipe para avaliar a situação ao país nos próximos dias, a fim de planejar as ações da força de paz internacional que vai lá atuar.

Um primeiro grupo de soldados dessa força, vindos dos Estados Unidos e da França, já está no Haiti.

Os Estados Unidos - que em 1994 enviaram cerca de 20 mil soldados ao Haiti -, prometeram enviar ao país até 2 mil soldados desta vez.

O número total de integrantes da força de paz deve ser inferior a 5 mil.

 
 
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