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Atualizado às: 18 de abril, 2004 - 06h27 GMT (02h27 Brasília)
 
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Hamas nomeia substituto de líder assassinado
 
Carro de Abdel-Aziz Rantissi após ataque israelense
Carro foi atingido por mísseis disparados de um helicóptero israelense
O grupo radical Hamas já nomeou um substituto para o líder Abdel-Aziz Rantissi, assassinado no sábado em um ataque de mísseis disparados por um helicóptero israelense contra seu carro na Cidade de Gaza.

Por meio de um comunicado, o grupo disse que manterá a identidade do substituto em segredo, depois que dois de seus líderes foram assassinados por Israel em menos de um mês.

No mês passado, Israel matou o líder espiritual do Hamas, xeque Ahmed Yassin, e prometeu atacar todos os líderes do grupo palestino.

Desde então, Rantissi era considerado um dos alvos principais de Israel.

As duas pessoas que estavam com Rantissi no carro – aparentemente o seu filho e um guarda-costas – morreram instantaneamente.

Rantissi chegou a ser levado para o hospital e ser operado, mas acabou não resistindo aos ferimentos.

O ataque contra o carro onde Rantissi viajava ocorreu apenas horas depois que um atentado suicida matou um policial israelense no posto de passagem de Erez, ao norte de Gaza.

Logo após a morte do líder do Hamas, um ministro israelense, Uzi Landau, disse que o país continuaria com sua política de "eliminar terroristas".

'Vingança'

Logo após o ataque, milhares de palestinos saíram às ruas na Cidade de Gaza para manifestar a sua revolta.

Uma das lideranças do Hamas, Ismail Haniya, disse que a morte de Abdel-Aziz Rantissi "será vingada".

"Israel vai se arrepender disso," disse Haniya, no hospital onde Rantissi morreu.

O correspondente da BBC em Gaza Peter Greste diz que o grupo já havia jurado vingança pela morte de Yassin e, ainda assim, não houve retaliação desde então. No entanto, diz Greste, o grupo está agora ainda mais determinado a atacar Israel.

Desde que Yassin morreu, o líder supremo do Hamas é Khaled Meshaal, que vive no exílio.

Abdel-Aziz Rantissi era considerado um membro da linha dura do Hamas e sempre se posicionou contra comprometimentos com o Estado de Israel.

O momento em que ocorre o ataque é particularmente importante porque o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, acaba de receber o apoio do presidente George W. Bush, para o seu polêmico plano de "desengajamento", que prevê ações unilaterais de Israel em territórios palestinos.

O plano consiste principalmente na retirada das tropas e de assentamentos judaicos de Gaza e a manutenção de assentamentos israelenses na Cisjordânia, o que poderia significar a anexação de parte dos territórios palestinos por Israel.

 
 
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