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Atualizado às: 08 de fevereiro, 2005 - 04h04 GMT (02h04 Brasília)
 
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Ex-padre é condenado por violentar menino
 
John Harris, que também diz ter sido vítima de Shanley, é confortado por Robert Costello, que diz ter sido molestado por outro padre
John Harris, que também diz ter sido vítima de Shanley, é confortado
O ex-padre americano Paul Shanley foi condenado por violentar várias vezes um menino na época em que pregava numa igreja em Massachusetts, nos anos 80.

Shanley foi considerado culpado das quatro acusações, que incluíam violação e moléstia sexual. O ex-padre, de 74 anos, pode pegar prisão perpétua – a sentença só será decidida na semana que vem.

A vítima, hoje com 27 anos, baixou a cabeça e chorou quando o veredicto começou a ser lida num tribunal de Cambridge.

O jovem teve várias crises de choro enquanto relatava ao júri como Shanley lhe tirava das aulas de catecismo para molestá-lo no banheiro, na reitoria, no confessionário e nos bancos da igreja. Os abusos teriam começado quando ele tinha seis anos e continuado por seis anos subsequentes.

"Era horrível", disse no tribunal. "Ele me disse que ninguém acreditaria em mim se eu contasse."

Defesa

O jovem – atualmente um bombeiro em Boston – disse ter reprimido as memórias, mas que elas teriam voltado há três anos quando vieram à tona outras acusações de abuso sexual envolvendo padres.

O ex-padre era acusado de abusar outras crianças, mas as acusações foram retiradas nos últimos meses.

Shanley, de 74 anos, declarou-se inocente e não demonstrou emoção durante o julgamento. Ele foi levado para a prisão depois do veredicto, alcançado depois de 15 horas de deliberações dos jurados.

A defesa tentou argumentar que as memórias da vítima não eram confiáveis ainda que ele acreditasse estar contando a verdade.

Em setembro de 2003, o arquidiocese de Boston concordou em pagar US$ 85 milhões num acordo judicial para encerrar mais de 500 processos acusando padres de abuso sexual e autoridades da Igreja de acobertar o escândalo.

As acusações incriminaram cerca de 200 padres e um cardeal, o arcebispo Bernard Law, renunciou por causa do escândalo.

Documentos mostrados durante o julgamento, incluindo o diário de Shanley, indicaram que o então padre sofria de doenças sexualmente transmissíveis e que ele pode ter sido ligado a um grupo de pedófilos nos anos 70.

Shanley foi preso no auge dos escândalos, em maio de 2002, tendo sido levado algemado, sob acusação de violentar quatro meninos.

A Arquidiocese de Boston divulgou uma nota logo após o julgamento em que diz: "É importante para a Arquidiocese de Boston, neste momento, desculpar-se pelos crimes e pelos danos perpetrados contra crianças por padres que tinham a confiança e a estima de suas famílias e da comunidade"

Shanley foi um de poucos padres a serem condenados por abuso sexual. O advogado dele, Frank Mondano, disse que vai apelar da decisão.

 
 
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