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11 de junho, 2005 - 22h42 GMT (19h42 Brasília)

Gays desafiam veto e fazem parada na Polônia

Cerca de 2,5 mil pessoas desafiaram um veto das autoridades e participaram neste sábado de uma parada gay em Varsóvia, a capital da Polônia.

Os manifestantes carregaram bandeiras com as cores do arco-íris e faixas com frases como “Um gay não é um pedófilo” e “Lei e justiça para todos”.

Foram registrados alguns choques isolados durante a marcha, com opositores do movimento jogando ovos e gritando insultos. Cerca de dez pessoas foram presas.

A parada gay havia sido proibida pelo segundo ano consecutivo pelo prefeito Lech Kaczynski, que é o favorito para vencer a eleição presidencial polonesa, em outubro.

Estilo de vida gay

Os manifestantes receberam o apoio de vários políticos, entre os quais a vice-primeira-ministra Izabela Jaruga-Nowacka e dois parlamentares do Partido Verde alemão, Claudia Roth e Volkar Beck.

Os organizadores da parada disseram que queriam realçar os problemas enfrentados pelos homossexuais na Polônia, um país de maioria católica.

“Os homossexuais da Polônia ainda são tratados como depravados e pedófilos”, disse à agência de notícias Associated Press Paulina Pilch, de 31 anos, que estava participando da marcha.

“Demonstrações deste tipo são necessárias para que as pessoas nos conheçam melhor e se acostumem conosco.”

O prefeito Kaczynski havia dito antes que autorizar uma parada gay oficial em Varsóvia seria promover um “estilo de vida gay”.

Ele vetou o evento sob o argumento de que os organizadores não haviam preenchido corretamente o pedido de autorização.