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Atualizado às: 07 de outubro, 2005 - 12h06 GMT (09h06 Brasília)
 
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Perfil: Mohamed El-Baradei
 
Mohamed El-Baradei
Mohamed El-Baradei trabalha na AIEA há mais de 20 anos
Como chefe da agência nuclear da ONU (Organização das Nações Unidas), Mohamed El-Baradei muitas vezes esteve no centro das atenções internacionais.

Essa atenção aumentou especialmente nas semanas que antecederam a ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos no Iraque, em 2003, quando El-Baradei apresentou uma série de relatórios na sede da ONU, em Nova York, falando sobre a capacidade nuclear iraquiana.

Ex-diplomata, El-Baradei ingressou na AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) em 1984 e passou por vários cargos de destaque dentro do órgão antes de se tornar diretor, em 1997.

Ele garantiu um terceiro mandato na chefia da agência em 13 de junho deste ano depois de os Estados Unidos terem concordado em apoiá-lo, apesar de as relações entre a AIEA e Washington terem sido marcadas por tensões nos últimos anos.

Se por um lado El-Baradei concordou com o governo de George W. Bush em vários pontos-chave nas questões nucleares, ele não tem medo de falar o que pensa.

Ele fez críticas especialmente ao que ele considera uma atitude de "dois pesos e duas medidas" por parte de países que têm armas nucleares e tentam evitar com que outras nações as desenvolvam também.

"Nós temos de abandonar a noção impraticável de que é moralmente repreensível para certos países desenvolverem armas de destruição em massa e moralmente aceitável outros contarem com elas para sua segurança - e, de fato, continuar a desenvolver suas capacidades e fazer planos para seu uso", declarou.

Inspeção e diplomacia

Nascido no Egito em 1942, El-Baradei estudou Direito na Universidade do Cairo. Ele começou sua carreira no Ministério das Relações Exteriores egípcio em 1964 e trabalhou na missão permanente do Egito na ONU em Nova York e em Genebra.

El-Baradei tem doutorado em Direito Internacional pela Universidade de Direito de Nova York e em 1980 ocupou um alto cargo no programa de direito internacional do Instituto para Treinamento e Pesquisa da ONU.

Sua formação diplomática é perceptível em tudo o que ele faz, desde a maneira relaxada, mas cuidadosa, como fala com os jornalistas até suas negociações sobre os programas nucleares dos países.

Desde que começou a ocupar o cargo de chefe da AIEA no lugar do diplomata sueco Hans Blix em 1997, El-Baradei aplicou diplomacia ao negociar disputas nucleares sobre o Iraque, a Coréia do Norte e o Irã e insiste que até nas situações mais difíceis é possível fazer progresso.

"Inspeção e diplomacia, quando usadas juntas, podem funcionar", afirma.

"A experiência iraquiana demonstrou que inspeções podem ser eficazes até quando o país inspecionado é menos do que cooperador. Todas as provas indicam que o programa de armas nucleares do Iraque foi efetivamente desmantelado nos anos 90, como nós estávamos quase concluindo antes da guerra. As inspeções no Irã durante o último ano também têm sido fundamentais para expor um programa nuclear, que permaneceu escondido desde os anos 80."

Tensão com EUA

A visão que El-Baradei tem sobre o Iraque inevitavelmente contribuiu para as relações tensas com os Estados Unidos, e sua aproximação do Irã não convenceu muitos integrantes da administração Bush.

Eles querem uma reação mais dura às atividades de enriquecimento de urânio iranianas - que podem ser utilizadas para produzir tanto energia como armas nucleares.

Entretanto, El-Baradei chegou a um consenso com o presidente Bush em vários assuntos, como a necessidade de complementar o Tratado de Não-Proliferação Nuclear, o principal acordo que busca limitar a disseminação de armas nucleares, e a necessidade de penalizar Estados que decidem abandonar o acordo depois de adquirir equipamento nuclear com o pretexto de realizar um programa pacífico.

 
 
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