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Atualizado às: 17 de março, 2006 - 23h20 GMT (20h20 Brasília)
 
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Protestos ficam violentos em encontro no México
 
Mulheres da comunidade Mazahua participam de marcha durante o Fórum
Muitos protestos foram pacíficos, com mulheres indígenas liderando alguns deles
Jovens com máscaras de esqui atacaram jornalistas, destruíram um carro de patrulha e jogaram pedras durante um protesto com 10 mil pessoas na cidade do México, onde se realiza o Fórum Mundial da Água.

A polícia reprimiu uma manifestação que começou na quinta e chegou perto do Centro de Convenções onde representantes de 130 países participam dos debates sobre como fazer água potável mais acessível para os pobres em todo o mundo.

Pelo menos um carro e uma moto de polícia foram destruídas e dois jornalistas sofreram ferimentos leves.

A agência de notícias estatal mexicana, Notimex, revelou que 17 pessoas foram presas carregando coquetéis molotov, pedras e pedaços de pau.

Nesta sexta-feira, uma manifestação menor e em grande parte pacífica foi realizada.

Fórum

O Fórum, que foi aberto na quinta-feira e vai durar uma semana, se concentra nos pobres que vivem com menos de 20 litros de água por dia - treze vezes menos do que o gasto médio de água nos países desenvolvidos.

Para os manifestantes, que estão promovendo um fórum alternativo, a conferência representa os interesses das grandes corporações interessadas em prover água por lucro.

O presidente mexicano, Vicente Fox, disse que a água precisa ser vista como uma herança global a que todo o mundo tem direitos.

O fórum ouviu uma proposta de criação de uma força de paz internacional para lidar com futuros conflitos em torno da questão da água, assim como apelos para doações que serão usadas para reconstruir os sistemas de água dos países pobres.

"Muita gente pobre está saindo dos seus países e indo para os países ricos. Não seria mais barato pagar para que algumas destas pessoas pudessem ter água, esgotos e energia para manter aberta a possibilidade de que eles ficassem em seus países de origem?", questiona Loic Fauchon, presidente da ONG Conselho Mundial da Água.

O México, que sedia a conferência, já foi palco de conflitos pela água.

Em 2004, índios Mazahua tomaram uma estação de tratamento de água e suspenderam parte do abastecimento para a cidade do México, em protesto contra a extração de água de suas terras.

 
 
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