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Atualizado às: 20 de março, 2006 - 21h50 GMT (18h50 Brasília)
 
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Afegão pode ser condenado à morte por ser cristão
 
Ansarullah Mawlazezadah
Juiz segura bíblia que diz pertencer ao acusado
Um homem afegão pode ser condenado à morte por ter se convertido do islamismo para o cristianismo.

Abdul Rahman está sendo julgado na capital, Cabul, por rejeitar o islamismo e pode ser condenado pela lei islâmica sharia caso não volte atrás.

Ele se converteu há 16 anos, enquanto trabalhava ajudando refugiados no Paquistão. Rahman foi denunciado por sua família em meio a disputas pela guarda de seus dois filhos.

Quando foi preso no mês passado, Rahman carregava uma bíblia.

O juiz Ansarullah Mawlazezadah disse à BBC que pedirá que Rahman, de 41 anos, reconsidere sua conversão.

"Nós vamos convidá-lo de novo porque a religião do Islã é tolerante. Nós vamos perguntar se ele mudou de idéia. Se isso ocorrer, vamos perdoá-lo", afirmou.

Sharia

O juiz disse que, caso Rahman se recuse a voltar ao islamismo, seu estado mental será considerado antes que ele seja condenado sob sharia.

O julgamento deve durar cerca de dois meses, ainda segundo Mawlazezadah.

Acredita-se que esse é o primeiro julgamento do tipo no Afeganistão, refletindo as tensões entre clérigos conservadores e reformistas.

De acordo com o correspondente da BBC em Cabul, Mike Donkin, os reformistas, como os membros do governo do presidente Hamid Karzai, querem um sistema legal mais secular e liberal.

Mas a Constituição afegã é baseada na sharia e dificulta qualquer intervenção dos reformistas.

Direitos humanos

A Comissão Afegã de Direitos Humanos fez um apelo para um melhor equilíbrio no judiciário, com menos juízes defendendo a sharia e mais profissionais com visões legais diversificadas.

Vários jornalistas foram processados por blasfêmia no Afeganistão pós-Talebã.

O editor de uma revista sobre direitos das mulheres chegou a ser condenado à morte por insultar o Islã no ano passado, mas foi libertado por causa da enorme pressão internacional e por ter pedido desculpas.

Observadores dizem que a execução de um cristão abriria um significativo precedente de interpretações conservadoras da sharia no Afeganistão.

A decisão também poderia revoltar os países ocidentais que ajudaram a colocar Karzai no poder e contribuem com milhões de dólares ao Afeganistão.

O escritório de Karzai divulgou que o presidente não vai intervir no caso.

 
 
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