http://www.bbcbrasil.com

07 de abril, 2006 - 12h07 GMT (09h07 Brasília)

Estrangeiros podem influir em eleições gerais na Itália

Pela primeira vez, mais de três milhões de cidadãos italianos residentes no exterior vão poder votar nas eleições gerais do país marcadas para domingo e segunda-feira.

Analistas acreditam que os votos podem influenciar a disputa entre o atual premiê, Sílvio Berlusconi, e seu principal oponente, Romano Prodi, de centro-esquerda.

Uma lei aprovada em 2001 permite aos italianos no exterior não só votarem, mas também ser representados por senadores e parlamentares de quatro novas regiões eleitorais: América Latina, América do Norte e central, Europa e Ásia-África e Oceania.

O maior número de italianos vivendo no exterior fica na Alemanha. A Argentina, com 400 mil detentores de passaportes italianos, ocupa o segundo lugar.

Dona Marisa

Quase 900 mil italianos vivem na América Latina.

Prodi já havia declarado que a "América Latina está esquecida" na política externa italiana e que este seria a "oportunidade de estreitar relações".

Apesar da falta de referência concretas para a região na esfera diplomática, a Itália mantêm um forte vínculo econômico com países como o Brasil e a Argentina.

A primeira-dama, Marisa Letícia, bisneta de italianos, é uma das detentoras de passaporte italiano com direito a voto.

Ela foi usada pelo ex-premiê do país, Massimo D’Alema, nas críticas sobre o abuso na concessão de passaportes para os “oriundi” e para defender o direito de voto dos estrangeiros que moram e trabalham no país.

Há cerca de duas semanas, quando foram divulgadas as últimas pesquisas de intenção de voto antes das eleições, Prodi tinha uma vantagem de cinco pontos percentuais em relação a Berlusconi.