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Atualizado às: 29 de maio, 2006 - 03h10 GMT (00h10 Brasília)
 
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Perfil: Alvaro Uribe Velez
 
Alvaro Uribe
Uribe quer trazer mudanças radicais para o país
Alvaro Uribe Velez, o presidente reeleito da Colômbia, é um político de direita cuja carreira vem sedo dominada por combater as guerrilhas rebeldes do país que assassinaram seu pai 20 anos atrás.

Uribe chegou ao poder em maio de 2002 com a promessa de combater as guerrilhas que há 40 anos mantêm o país em guerra civil.

A linha dura adotada por Uribe rendeu frutos. Ele expulsou os rebeldes das cidades e os confinou aos meios rurais, trazendo paz para a maior parte dos colombianos.

A luta implacável contra os rebeldes manteve seu índice de aprovação na casa dos 70% por grande parte do tempo, e sua reeleição já no primeiro turno em maio de 2006 mostrou que os colombianos querem mais do mesmo.

Seus críticos, no entanto, afirmam que o processo de paz tem progredido mas também tem regredido, e houve protestos contra o crescente desemprego e o plano de Uribe de aumentar os impostos para combater o déficit fiscal.

"Presidente teflon"

Pouco mais de um ano após ter sido eleito para o primeiro mandato, Uribe colocou sua popularidade em risco ao pedir aos colombianos que aprovassem um referendo que, segundo ele, salvaria o país do desastre econômico, melhoraria a segurança e combateria a corrupção endêmica.

Mas o resultado foi um fracasso, com os eleitores aprovando apenas uma das medidas: a que proibia políticos processados por corrupção de concorrer a cargos públicos.

O resultado sinalizou o fim da lua-de-mel de Uribe com os eleitores, enfraqueceu sua influência sobre o Congresso e marcou sua posição.

Mas Uribe obteve uma importante vitória em dezembro de 2004, quando, depois de meses de intenso debate, o Congresso aprovou a emenda constitucional que permitiria a reeleição do presidente. A emenda depois foi aprovada pela corte constitucional do país.

No entanto, Uribe foi acusado de ter permitido que a questão o desviasse dos crescentes problemas sociais do país, inclusive o alto índice de pobreza, o aumento da desigualdade entre ricos e pobres e outros efeitos da guerra civil.

Guerra civil

Em junho de 2003, Uribe revelou a esperada política para pôr fim ao conflito.

Sua política de "segurança de defesa e democrática" conseguiu, até certo ponto, conter as guerrilhas, mas segundo críticos, ela também abriu as portas para que fossem cometidos abusos contra os direitos humanos.

Em abril de 2004, o Plano Patriota - segundo a ONU, a maior operação militar da história moderna da Colômbia - foi colocado em prática contra o reduto das guerrilhas no sul do país.

Houve poucos progressos nas conversações de paz com as guerrilhas marxistas, que continuam a cometer atentados, mas em outubro de 2004, os paramilitares de direita anunciaram um cessar-fogo e desmobilizaram cerca de 3.000 guerrilheiros até o fim do ano.

Mas há informações de que os paramilitares aproveitaram o processo de paz para consolidar suas forças. Eles são acusados de violar continuamente o cessar-fogo, inclusive de cometer massacres.

As relações de Uribe com as Farc - o principal grupo guerrilheiro do país - datam de longa data - em 1983, seu pai foi assassinado pelas Farc no rancho da família, em Antioquia.

"Não trago mágoas", disse ele antes de ser eleito presidente. "Quero apenas servir a Colômbia".

 
 
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