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Atualizado às: 16 de junho, 2006 - 09h08 GMT (06h08 Brasília)
 
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África do Sul marca 30 anos do levante de Soweto
 
Estudante morto em protestos em 1976
A foto de Hector Peterson morto chocou o mundo em 1976
A África do Sul marca nesta sexta-feira os 30 anos do Levante de Soweto, movimento de milhares de estudantes negros do bairro nos arredores de Johannesburgo que foi fundamental na luta contra o regime do apartheid.

O presidente sul-africano, Thabo Mbeki, deve conduzir uma marcha ao longo da mesma rota que os jovens traçaram, em 16 de junho de 1976, para protestar contra uma lei que obrigava que eles tivessem aulas em africâner, a língua oficial do governo.

O caminho foi decorado com paralelepípedos pintados de vermelho, simbolizando o sangue derramado quando a polícia abriu fogo contra os estudantes, matando centenas deles.

Mbeki deve deixar uma coroa de flores no monumento batizado de Hector Peterson, o primeiro e o mais jovem dos adolescentes mortos, e que foi fotografado agonizando nos braços de um colega – uma imagem que se tornou um ícone da luta dos negros contra a segregação racial no país.

A marcha desta sexta-feira vai partir da Escola Secundária Morris Isaacson, onde começou a passeata dos estudantes, e terminar em Orlando West, o palco dos confrontos com a polícia. No meio do caminho, deve ser realizado um minuto de silêncio.

A homenagem deve se estender até um estádio, onde Mbeki deve realizar um discurso.

Pressão

O Levante de Soweto provocou, nas semanas seguintes à sua realização, uma onda de protestos por parte da população negra.

O governo diz que 95 pessoas foram mortas nessas manifestações, em confrontos com a polícia, mas estimativas não-oficiais dão conta de até 500 mortos.

Na ocasião, Winnie Mandela, então mulher do líder Nelson Mandela, que estava preso, descreveu os protestos como "apenas o começo".

A crescente pressão internacional e o fortalecimento da luta para o fim do apartheid que se seguiu acabaram culminando com a libertação de Mandela, em 1990, e as primeiras eleições multi-raciais, quatro anos depois.

Segundo o correspondente da BBC na África do Sul Peter Biles, hoje em dia, o bairro de Soweto é uma das atrações turísticas mais populares do país, com vários hotéis e shopping centers em construção.

 
 
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