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Atualizado às: 11 de julho, 2006 - 04h17 GMT (01h17 Brasília)
 
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Coréia do Norte divide Conselho de Segurança da ONU
 
Embaixadores dos Estados Unidos, Japão e Grã-Bretanha
Embaixadores recusaram proposta de resolução da China
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) está dividido na questão dos testes de mísseis realizados pela Coréia do Norte na semana passada.

Na segunda-feira o embaixador da China na ONU, Wang Guangya, divulgou um rascunho de declaração condenando os testes, mas sem mencionar sanções.

Os Estados Unidos, França e Grã-Bretanha rejeitaram o rascunho de declaração, escolhendo apoiar a proposta de resolução do Japão - que inclui sanções contra a Coréia do Norte.

Segundo o correspondente da BBC na ONU Richard Galpin a divisão dentro do Conselho de Segurança está cada vez mais profunda.

Tratado

A Coréia do Norte gerou tensões na semana passada quando disparou sete mísseis durante um teste, incluindo o míssil de longo alcance Taepodong 2, uma arma que poderia alcançar o Alasca.

A proposta de resolução apresentada pelo Japão afirma que a Coréia do Norte é "uma ameaça à paz e segurança internacional", e convoca o Capítulo Sete da carta da ONU.

Resoluções tomadas sob o Capítulo Sete são legalmente obrigatórias e podem autorizar sanções ou mesmo ação militar.

Segundo o correspondente da BBC na ONU em Nova York, China e Rússia, dois países com poder de veto no Conselho de Segurança, acreditam que usar uma resolução da ONU para impor sanções contra a Coréia do Norte seria irresponsável.

Wang Guangya, o embaixador da China na ONU, disse que tal ação "poderia piorar ainda mais a situação" e que a China teme que poderia abrir caminho para uma ação militar contra a Coréia do Norte.

Para Guangya a melhor resposta inicial uma declaração do Conselho de Segurança pedindo que a Coréia do Norte pare com o desenvolvimento de mísseis balísticos e com seus testes.

Adiamento

A votação do Conselho de Segurança da ONU que ameaça impor sanções econômicas à Coréia do Norte foi adiada para dar mais tempo para negociações diplomáticas.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que o adiamento visa dar apoio às tentativas da China para diminuir a tensão na região.

A China, aliada tradicional da Coréia do Norte, enviou autoridades para Pyongyang para tentar resolver a crise.

China, Rússia e Coréia do Sul já afirmaram que são contra sanções econômicas.

"As pessoas que apresentaram esta resolução acreditam que a Coréia do Norte precisa receber uma mensagem da comunidade internacional, de que seu caminho atual tende a desordem e vai isolar o país", disse Rice.

"Mas acreditamos que a missão chinesa à Coréia do Norte promete e vamos deixar que se realize", acrescentou a secretária de Estado americana.

O Japão apresentou a proposta de uma resolução punitiva depois que a Coréia do Norte disparou sete mísseis balísticos em testes na semana passada.

O primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, disse que seu país não iria insistir em uma votação para o rascunho de resolução na segunda-feira.

Koizumi acrescentou que o Japão quer enviar a mensagem mais clara possível para Pyongyang, e iria continuar pedindo uma votação o mais rápido possível.

"O vice-primeiro-ministro da China está a caminho da Coréia do Norte para tentar convencer o governo. Nestas circunstâncias não há necessidade de insistir em uma votação no dia 10 de julho", teria dito Koizumi à agência de notícias Reuters.

 
 
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