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Atualizado às: 13 de julho, 2006 - 04h14 GMT (01h14 Brasília)
 
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Paquistão rejeita envolvimento em ataques de Mumbai
 
Familiares das vítimas dos ataques
Familiares das vítimas dos ataques aguardam por informações
O ministro do Exterior do Paquistão Khurshid Kasuri reagiu com irritação a sugestões de que seu país poderia estar envolvido com os ataques contra os trens em Mumbai (antiga Bombaim).

O ministro afirmou que a Índia deve tomar cuidado ao ligar os ataques, que mataram 200 pessoas, a militantes baseados no Paquistão.

O Ministério do Exterior da Índia pediu que o Paquistão tomasse medidas contra militantes que operem em seu território.

O primeiro-ministro indiano Manmohan Singh pediu que os indianos evitassem a violência coletiva depois dos ataques.

Muitos temem que os ataques possam desencadear choques entre as comunidades hindu e muçulmana no país.

A polícia indiana afirmou que os ataques têm todas as marcas de ataques de um grupo militante islâmico baseado no Paquistão.

Mas o ministro paquistanês Khursid Kasuri rejeitou qualquer envolvimento de seu país.

"Não se pode culpar o Paquistão por todas as coisas; é muito injusto", disse Kasuri à agência de notícias Associated Press durante uma visita aos Estados Unidos.

Kasuri condenou "os atos desprezíveis" que ocorreram em Mumbai.

Cautela

A correspondente da BBC Geeta Pandey afirmou que, ao contrário de outros incidentes no passado, quando a Índia foi rápida em culpar o Paquistão ou militantes apoiados pelo Paquistão, desta vez o governo adotou uma postura mais cautelosa.

As tensões aumentaram na quarta-feira, quando um porta-voz do Ministério do Exterior da Índia acusou Kasuri de uma "espantosa" tentativa de ligar os ataques ao fracasso na resolução da questão da Caxemira.

O porta-voz Navtej Sarna também pediu que o Paquistão "desmonte a infra-estrutura do terrorismo" nos territórios sob seu controle.

Mumbai é o coração comercial da Índia e os ataques atingiram a área mais movimentada da cidade no sul.

O primeiro-ministro indiano Manmohan Singh elogiou o trabalho da polícia, bombeiros e equipes de emergência.

"Peço que cada um permaneça calmo. Não sejam provocados por boatos, não deixem que nos dividam. Nossa força está em nossa união. Ninguém pode ficar no caminho do nosso progresso. As rodas de nossa economia continuam a se mover", disse.

Buscas

A polícia na Índia afirmou que realizou uma série de buscas em Mumbai e deteve suspeitos para interrogatório, mas não realizou prisões.

Analistas sugerem que o responsável pelo ataque pode ser um grupo poderoso, possivelmente internacional. Os ataques foram coordenados e atingiram o sistema de trens de Mumbai durante o horário do rush.

O chefe de polícia do estado de Maharashtra, do qual Mumbai é a capital, disse que os ataques tinham a marca do grupo Lashkar-e-Toiba, um grupo militante baseado no Paquistão e que luta na Caxemira.

Mas um porta-voz do grupo rejeitou a sugestão de que seria responsável pelo ataque, descrevendo as explosões como "desumanas e bárbaras".

Um segundo grupo, Hizb-ul-Mujahideen, também condenou as explosões.

 
 
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