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Atualizado às: 15 de agosto, 2006 - 12h18 GMT (09h18 Brasília)
 
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Visita de Koizumi a santuário de guerra causa revolta
 
Junichiro Koizumi no santuário Yasukuni
Koizumi passou cerca de 10 minutos no interior do santuário
O primeiro-ministro do Japão, Junichiro Koizumi, provocou protestos ao visitar um polêmico santuário em Tóquio que homenageia mortos da Segunda Guerra Mundial.

Entre os 2,5 milhões de pessoas mortas na guerra homenageadas no santuário Yasukuni estão 14 criminosos condenados.

Esta foi a sexta visita de Koizumi ao local durante seu mandato como premiê, mas foi a primeira realizada no aniversário da rendição japonesa na Segunda Guerra Mundial.

O governo chinês afirmou que a atitude de Koizumi ofendia as vítimas asiáticas da guerra. A Coréia do Sul também disse que estava "profundamente decepcionada".

Muitos países vizinhos ao Japão acreditam que o santuário glorifica o passado militarista do país e que visitas de líderes japoneses ao local mostram que o Japão ainda tem de aceitar as atrocidades feitas no passado.

Koizumi - que deixa o cargo de premiê no próximo mês - defendeu suas visitas, dizendo: "Eu vou lá para lembrar e refletir sobre as guerras passadas e renovar a nossa decisão de nunca ir à guerra novamente."

"Eu não vou para justificar a guerra passada ou glorificar o militarismo", insistiu o primeiro-ministro japonês.

'Ofensa'

De acordo com o correspondente da BBC em Tóquio, Chris Hogg, a visita de Koizumi ao santuário foi muito mais elaborada e longa do que a anterior.

Ele chegou a Yasukuni em uma limusine e caminhou atrás de um sacerdote xintoísta (a religião nativa do Japão, que perdeu prestígio após a Segunda Guerra) em vestimentas tradicionais.

Koizumi passou cerca de 10 minutos no interior do santuário e deixou crisântemos brancos no local, além de assinar o livro de visitantes como primeiro-ministro.

Várias pessoas que apoiaram a visita, entre elas muitos ativistas de direita, agitaram bandeiras do Japão quando Koizumi passou por elas.

Porém, outros japoneses se mostraram menos empolgados com a visita. No domingo, mais de mil pessoas realizaram uma passeata em Tóquio para protestar contra visitas deste tipo.

Países vizinhos do Japão também já tinham alertado que se o primeiro-ministro realizasse mais alguma visita ao santuário, ele prejudicaria ainda mais as relações com estes países - que já eram frágeis por causa de visitas anteriores ao local e de outros desentendimentos.

"Esta atitude... ofende seriamente os sentimentos daqueles que foram vítimas do militarismo japonês durante a Segunda Guerra Mundial", afirmou o Ministério do Exterior chinês em seu website.

A visita "vai arruinar a base política para laços entre a China e o Japão", afirmou a nota do ministério.

Promessa

O Ministério do Exterior da Coréia do Sul expressou "profunda decepção e irritação" em relação à visita.

"A visita do primeiro-ministro japonês ao santuário Yasukuni é um desrespeito total ao governo coreano e seu povo", teria dito o ministro do Exterior Ban Ki-moon à agência de notícias Reuters.

Koizumi visitou o santuário Yasukuni todos os anos desde que ele assumiu o cargo de primeiro-ministro, há cinco anos, mas até hoje ele sempre tem evitado o simbólico aniversário de 15 de agosto.

De acordo com analistas, a visita desta terça-feira foi o cumprimento de uma promessa feita pelo premiê para garantir a liderança de seu partido há cinco anos, quando ele disse que visitaria o local para marcar o aniversário da rendição japonesa na guerra.

Este era o último ano em que ele poderia cumprir a promessa, já que Koizumi deixa de ser primeiro-ministro em setembro.

 
 
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