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Atualizado às: 24 de agosto, 2006 - 15h45 GMT (12h45 Brasília)
 
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Comando militar de Israel admite falhas no Líbano
 
General Dan Halutz
O general Dan Halutz admitiu falhas logísticas e de comando
O chefe do Gabinete Militar de Israel, comandante Dan Halutz, admitiu pela primeira vez em público que ocorreram falhas na operação contra o Hezbollah no Líbano.

Em uma carta para soldados, Halutz afirmou que os conflitos revelaram deficiências na logística militar, nas operações e no comando.

"Nós temos que realizar uma avaliação significativa de nossos sucessos e erros. Nós temos que aprender lições profissionais, já que encaramos mais desafios... esse teste preocupa a todos", disse Hatlutz na carta.

Além de enfrentar críticas por sua conduta no conflito, o comandante Halutz também foi criticado por vender, no mercado de ações, todas os papéis em seu portfólio, horas antes do início do confronto no sul do Líbano. Halutz negou ter feito algo errado no tocante a isso.

Mortes

O Exército israelense perdeu 116 soldados no conflito no sul do Líbano. Quarenta e três civis também foram mortos pelo Hezbollah em mais de quatro mil ataques com mísseis.

Por sua vez, cerca de 1,2 mil libaneses morreram, a maior parte deles civis, no pesado bombardeio e na ofensiva por terra promovidos por Israel no sul libanês.

A campanha militar israelense tinha principalmente dois objetivos - resgatar soldados de Israel que haviam sido capturados pelo Hezbollah e combater, e se possível eliminar, a influência do grupo militante islâmico na região.

No entanto, críticos e membros da oposição em Israel alegam que nenhum desses objetivos foi alcançado.

Crimes de guerra

Em um relatório divulgado nesta quarta-feira, a Anistia Internacional acusou Israel de cometer crimes de guerra ao atacar deliberadamente parte da infra-estrutura civil do Líbano.

O grupo de defesa dos direitos humanos afirma que ataques a casas, pontes, estradas, usinas de combustível e estações de tratamento de água eram "parte integral" da estratégia israelense durante o recente conflito.

A Anistia também pede uma investigação por parte da Organização das Nações Unidas (ONU) para saber se Israel ou o Hezbollah violaram leis humanitárias.

Israel se defendeu dizendo que não tinha como alvo a população civil libanesa.

A Anistia Internacional baseia suas acusações na análise dos ataques do Exército de Israel e em comentários feitos por autoridades israelenses durante o confronto de 34 dias com o Hezbollah.

 
 
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