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Atualizado às: 06 de setembro, 2006 - 19h53 GMT (16h53 Brasília)
 
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Bush admite pela 1ª vez prisões da CIA fora dos EUA
 
George W. Bush
A política de Bush em relação a suspeitos de terrorismo tem sido criticada
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, admitiu pela primeira vez em discurso nesta quarta-feira que a CIA (Central de Inteligência dos Estados Unidos) tem prisões no exterior - uma questão que criou tensão com alguns aliados europeus dos Estados Unidos.

Bush defendeu um programa da CIA para interrogar suspeitos de extremismo considerados importantes, dizendo que eles são uma fonte de informação vital, segundo a agência de notícias Reuters.

"Nossa segurança depende da obtenção deste tipo de informação", disse Bush, de acordo com a Reuters.

"Foi necessária a transferência destes indivíduos para um ambiente onde eles podem ser mantidos secretamente, interrogados por especialistas e, quando apropriado, processados por atos de terrorismo."

O governo americano foi criticado por juristas e ativistas dos direitos humanos sobre sua política para a detenção de suspeitos de "terrorismo".

O presidente afirmou, contudo, que os Estados Unidos não praticam tortura, acrescentando que isso é contra os valores do país. Ele disse que não autorizou e nem autorizará tortura.

Bush afirmou ainda que está enviando proposta ao Congresso pedindo que ele autorize comissões militares a julgarem detentos na base militar americana na baía de Guantánamo, em Cuba, por crimes de guerra.

A iniciativa é tomada meses depois de a Suprema Corte dos Estados Unidos ter determinado que tais comissões não deveriam existir sob as leis em vigor.

Bush anunciou que 14 suspeitos de "terrorismo" mantidos em prisões secretas da CIA serão transferidos para a prisão de Guantánamo, para eventual julgamento.

'Mentor'

Entre os suspeitos estão Khalid Sheik Mohammed, suposto mentor dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, Ramzi Binalshibh, que, acredita-se, seja um dos líderes da al-Qaeda, e Abu Zubaydah, suposto homem de ligação entre Osama Bin Laden e várias células da al-Qaeda.

Bush afirmou que eles agora vão enfrentar a Justiça.

O presidente americano afirmou, contudo, que eles serão tratados sob novas diretrizes que darão a todos os detentos a proteção das Convenções de Genebra (de prisioneiros de guerra).

"O Comitê Internacional da Cruz Vermelha está sendo comunicado de sua detenção, e terá a oportunidade de ter contacto com eles. Os acusados de crimes terão acesso a advogados que vão ajudá-los a preparar sua defesa, e haverá uma presunção de inocência. Em Guantánamo, eles terão acesso à mesma comida, roupa, assistência médica e oportunidades para orações que outros detentos."

"Eles continuarão sendo tratados com a humanidade que negaram a outros", disse Bush.

O anúncio marca uma reviravolta na política para o Pentágono, que previamente alegava que vários detentos eram combatentes ilegais que não se qualificavam para tal proteção.

 
 
George W. BushGuantánamo
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