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Atualizado às: 23 de setembro, 2006 - 02h32 GMT (23h32 Brasília)
 
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Eleitores de Gâmbia usam bolinhas de gude para votar
 
Eleitores de Gâmbia usam bolinhas de gude para votar
Bolinhas de gude substituem cédulas eleitorais no país africano
Os eleitores de Gâmbia, no Noroeste da África, votaram para presidente nesta sexta-feira por meio de um sistema único de bolinhas de gude.

Em vez de colocar uma cédula eleitoral em uma urna, os eleitores entraram em uma cabine e colocaram uma bolinha de vidro transparente em um dos três tambores representando os candidatos.

Na medida em que as bolinhas de vidro caíam no tambor, elas batiam em um sino, para que o funcionário eleitoral percebesse se alguém votou mais de uma vez.

"É um sistema único, introduzido em 1965, por causa do alto índice de analfabetismo em Gâmbia", disse o diretor da comissão eleitoral, Kawsu Ceesay.

O sino faz lembrar uma buzina de bicicleta, então, para evitar confusão, a circulação de bicicletas nas zonas eleitorais foi proibida.

"Três tambores, representando os três candidatos presidenciais, ficaram no compartimento, presos um ao outro, para que não pudessem ser levantados para que se visse qual é o mais pesado", disse Ceesay.

"Os tambores eram pintados nas cores do partido do candidato e traziam a sua fotografia e símbolo do partido."

O tambor do atual presidente, Yahya Jammeh, era verde, o do candidato Ousainou Darboe, amarelo, e o do candidato Halifa Sallah, cinza.

Contagem facilitada

Areia e serragem também foram colocadas no fundo dos tambores antes que eles fossem inspecionados por representantes dos partidos e fechados, com vários lacres, para que não houvesse barulho com a entrada das bolinhas além do ruído do sino.

As bolinhas tinham de ser depositadas por meio de um tubo no alto dos tambores.

"Esse sistema também garante uma contagem de votos muito mais transparente", afirmou Ceesay.

As bolinhas são colocadas em tabuleiros com cerca de 200 a 500 buracos, o que facilita a contagem.

Muitas filas se formaram nos locais de votação durante o dia.

A votação foi ampliada devido à forte chuva, que impediu muitos eleitores de chegarem às seções eleitorais.

O candidato que tiver a maioria dos votos vence, mesmo que não tenha 50%.

O presidente Yahya Jammeh é o favorito. Ele chegou ao poder há 12 anos, por meio de um golpe. Nas eleições de 2001, ganhou um segundo mandato, com 53% dos votos.

 
 
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