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Atualizado às: 22 de outubro, 2006 - 00h04 GMT (21h04 Brasília)
 
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Ato neonazista reúne centenas em Berlim
 
Michael Regener
Michael Regener foi condenado por incitar ódio racial na Alemanha
Cerca de 750 pessoas participaram neste sábado de um protesto diante do Presídio de Tegel, em Berlim, para exigir a libertação de um cantor condenado à prisão por incitar o ódio contra judeus e estrangeiros na Alemanha.

Vocalista da banda banida Landser (que significa soldados), Michael Regener foi condenado a três anos e quatro meses de detenção, depois que a Justiça alemã entendeu que o grupo era uma organização criminosa que disseminava o ódio racial.

A polícia alemã disse que teve que afastar centenas de manifestantes anti-nazistas dos que participavam do ato em apoio a Regener, mas que não houve incidentes de violência.

O cantor, conhecido como "Lunikoff", começou a cumprir sentença em abril de 2005, depois que um tribunal rejeitou recurso para ter sua sentença revogada.

Três músicos da banda foram condenados por participar de uma organização criminosa em 2003, mas Regener foi o único a pegar prisão.

Entre as canções gravadas pela banda, estão faixas como O Reich vai se Levantar Novamente e Pegue o Inimigo e "Sangue e Honra", uma espécie de hino do movimento skinhead.

Fundada nos anos 80, a banda nunca tocou em público mas gravou suas músicas secretamente fora da Alemanha entre 1997 e 2001.

Anti-semitismo

A demonstração ocorre no mesmo dia em que a imprensa alemã publicou uma entrevista do embaixador israelense na Alemanha, Shimon Stein, em que ele expressa preocupação com o que chama de "ressurgimento do anti-semitismo" no país.

Na entrevista publicada no jornal Neue Osnabruecker Zeitung, Stein afirmou que o número de neonazistas na Alemanha aumentou.

"Eu sinto que os judeus na Alemanha não se sentem seguros. Nem sempre eles podem praticar sua religião livremente", afirmou.

Stein disse que foi reforçada a segurança em torno de sinagogas e outras instituições.

Segundo ele, o fato de que os neonazistas tiveram avanço nas recentes eleições regionais mostram que essas tendências não podem mais ser consideradas marginais.

Dresden

A Alemanha tem leis rigorosas contra a promoção do nazismo ou o uso de símbolos nazistas.

Apesar disso, em fevereiro de 2005, milhares de neonazistas fizeram passeata por Dresden por ocasião dos 60 anos do bombardeio aliado na cidade.

Essa foi uma das maiores manifestações de extrema direita do pós-guerra no país.

No ano passado, o Partido Nacional Democrático, de extrema direita, obteve 9% dos votos na Saxônia, conseguindo representação em uma Assembléia Estadual da Alemanha pela primeira vez desde 1968.

Em maio, o ministro do Interior da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, pediu mais vigilância do público para ajudar a combater um aumento do extremismo de direita.

Ao apresentar um relatório oficial que mostrava o aumento da violência neonazista em 2005, Schaeuble disse que não deve haver áreas onde os estrangeiros não possam ir.

 
 
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