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Atualizado às: 25 de outubro, 2006 - 20h35 GMT (17h35 Brasília)
 
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Violência no Iraque é 'grande preocupação', diz Bush
 
George W. Bush
Bush enfrentou criticismo a respeito de sua política no Iraque
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou nesta quarta-feira que o aumento recente da violência no Iraque o preocupa, alertando que a estabilização do país é vital para a chamada guerra contra o terrorismo.

Bush iniciou uma entrevista coletiva na Casa Branca destacando os recentes fracassos no Iraque e disse que as mortes de 93 soldados americanos e 300 funcionários iraquianos do setor de segurança apenas no último mês são "preocupações graves" para ele.

"Eu sei quantos americanos não estão satisfeitos com a situação no Iraque. Eu também não estou satisfeito", disse Bush, reconhecendo que civis sofreram "violências inenarráveis nas mãos de terroristas, insurgentes, milícias ilegais, grupos armados e criminosos".

No entanto, o presidente americano alertou que, se o Iraque se transformar em um Estado enfraquecido, extremistas poderão ter acesso às riquezas ligadas ao petróleo e lançar novos ataques.

Para ele, se os Estados Unidos não obtiverem o sucesso no Iraque, extremistas poderão usar o país como uma base da qual tentarão estabelecer um "império radical da Espanha à Indonésia".

"Estamos vencendo e vamos vencer, a não ser que deixemos o país antes que o trabalho esteja completo", disse.

Os comentários de Bush ocorrem duas semanas antes das eleições parlamentares nos Estados Unidos, com as pesquisas de opinião mostrando crescente dúvida a respeito do papel dos Estados Unidos no Iraque.

Cronograma

 Não podemos permitir que nossa insatisfação se transforme em desencanto a respeito de nosso propósito nesta guerra.
 
George W. Bush

Bush afirmou que os objetivos de seu governo não mudaram e destacou que estabelecer um cronograma para a retirada "significa derrota", mas disse que os Estados Unidos estão adaptando constantemente suas táticas.

Nos últimos dias autoridades do governo Bush aumentaram a pressão no governo iraquiano, para dominar as milícias e esquadrões da morte do país.

Bush afirmou que ele está "deixando claro que a paciência dos Estados Unidos não é ilimitada".

Mas o presidente afimou que, ao mesmo tempo, as autoridades americanas não iriam "pressionar mais do que o governo iraquiano pode aguentar".

Bush também afirmou que vai continuar a apoiar o primeiro-ministro do Iraque Nouri Maliki enquanto ele continuar tomando as "decisões difíceis".

Milícias

Antes, Maliki afirmou que vai "atingir duramente" as milícias ilegais, que estão sendo culpadas pela crescente violência sectária, mas insistiu que está trabalhando em seu próprio cronograma, e não num cronograma dos Estados Unidos.

Maliki também criticou o que ele descreveu como uma falta de coordenação com as forças de coalizão a respeito de um ataque no bairro Sadr City, de Bagdá, que resultou em quatro mortes.

Os soldados iraquianos foram à região – área de uma das principais milícias, o Exército Mehdi – em busca do comandante de um dos esquadrões da morte que terrorizam a área.

Surpreendidos sob fogo cruzado, eles pediram reforço da aviação americana, que utilizou "armas de precisão para eliminar apenas ameaças inimigas", nas palavras de um comunicado do Exército dos Estados Unidos.

Pelo menos quatro pessoas morreram e cerca de 15 ficaram feridas, causando revolta em Sadr City.

Assassinatos sectários e represálias se transformaram em ocorrências comuns em Bagdá e outras áreas.

O Exército Mehdi, uma milícia ligada ao clérigo radical xiita Moqtada Sadr, foi acusada várias vezes de envolvimento com esquadrões da morte que fazem ataques contra sunitas.

Correspondentes dizem que lutar contra o Exército Mehdi e outras milícias é um dos maiores desafios de Maliki.

A frágil coalizão de governo do primeiro-ministro inclui partidos xiitas ligados às poderosas milícias.

 
 
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