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Atualizado às: 12 de novembro, 2006 - 14h30 GMT (12h30 Brasília)
 
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Governo é agora ilegítimo, diz presidente do Líbano
 
O presidente do Líbano, Emile Lahoud
O Hezbollah anunciou no sábado que deixaria o governo libanês
O presidente do Líbano, Emile Lahoud, disse que o governo perdeu sua legitimidade após a renúncia de ministros do Hezbollah e outros grupos xiitas no sábado.

Lahoud, que tem o apoio da Síria, afirmou que qualquer reunião do governo agora seria "inconstitucional" e "inútil".

O primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, membro da maioria parlamentar anti-Síria, recusou-se a aceitar o pedido de afastamento dos ministros.

O Hezbollah, que tem demandado maior poder dentro do governo, disse que não vai voltar atrás na decisão e ameaçou organizar protestos em massa a não ser que ganhe mais ministérios.

Veto

O Hezbollah, principal força política do Líbano, anunciou no sábado que deixaria o governo libanês.

No total, cinco ministros xiitas - incluindo dois do Hezbollah e outros dois do partido aliado Amal - deixaram o governo.

Em comunicado conjunto, o Hezbollah e o movimento Amal afirmam que não concordam em fazer parte "do que não acreditam".

A retirada do apoio do Hezbollah ao atual gabinete foi anunciado horas depois de parlamentares anti-Síria conseguirem bloquear o grupo xiita – que recebe ajuda de Damasco – em suas aspirações para conquistar poder de veto nas decisões do gabinete.

A demanda do Hezbollah por mais poder se intensificou depois da guerra que o grupo militante empreendeu contra Israel, em agosto deste ano.

Dizendo-se vitorioso, o Hezbollah reivindicava um terço das pastas do governo, o que lhe daria poder de veto sobre as decisões do gabinete.

A disputa acontecia ao mesmo tempo em que se aproxima o julgamento dos suspeitos pelo assassinato do ex-primeiro-ministro libanês, Rafik Hariri, durante um atentado em que muitos afirmam ver um dedo da Síria.

Um esboço do tribunal internacional da Organização das Nações Unidas (ONU) será discutido em uma reunião extraordinária do gabinete libanês, marcada para esta segunda-feira.

No início de novembro, o porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, disse que o presidente americano, George W. Bush, estava "cada vez mais preocupado" com "crescentes indícios" da existência da um plano para destituir o governo libanês.

A Síria negou que tinha intenção de desestabilizar o governo libanês, e afirmou que os "boatos" eram uma tentativa de Washington de prejudicar as relações entre os dois países.

 
 
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