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Atualizado às: 13 de novembro, 2006 - 16h24 GMT (14h24 Brasília)
 
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Governo do Líbano aprova tribunal internacional
 
Reunião do gabinete libanês
Mais duas renúncias no ministério podem derrubar o governo
O governo do Líbano aprovou um plano da ONU para a criação de um tribunal internacional que julgará os acusados pelo assassinato do ex-premiê libanês Rafik Hariri.

Autoridades sírias foram acusadas de envolvimento na morte de Hariri, ocorrida em fevereiro de 2005, após uma investigação conduzida pela ONU.

A decisão de aprovar o plano da ONU foi anunciada poucas horas após a renúncia de mais um ministro pró-Síria - o sexto a deixar o governo desde sábado.

Dois dos ministros demissionários eram do grupo militante xiita Hezbollah, que nega estar tentando impedir a criação do tribunal. Três outros eram aliados do grupo.

"Aqui estamos hoje na estrada para revelar a verdade e alcançar a justiça por meio de um tribunal com um caráter internacional", afirmou o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora.

Renúncias

O assassinato de Hariri em um ataque a bomba no ano passado causou protestos em massa no Líbano contra a presença síria no país e acabou provocando a retirada das tropas da Síria depois de uma ocupação de quase 30 anos.

O sexto ministro a renunciar ao cargo foi o do Meio Ambiente, Yacoub Sarraf, que é cristão e considerado tradicional aliado do presidente Émile Lahoud, pró-Síria.

Todos renunciaram depois que pedidos de uma maior participação no governo por parte dos partidos xiitas Hezbollah e Amal foram negados.

“Não consigo me ver em uma autoridade constitucional na qual os membros de uma fé estão totalmente ausentes”, disse Sarraf em sua carta de demissão, segundo a Agência de Notícias Nacional, do Líbano.

O primeiro-ministro, Fouad Siniora, não aceitou os pedidos de renúncia, mas os seis ministros demissionários insistem que não mudarão de idéia.

Segundo correspondentes no Líbano, o fato de Sarraf ser cristão fortalece a revindicação xiita de mais poder no governo e reduz a natureza sectária da disputa.

O Hezbollah, que enfrentou uma guerra de 34 dias com Israel em julho passado, deseja ter uma representação de pelo menos um terço do gabinete para obter poder de veto sobre decisões do governo.

Se mais dois ministros decidissem renunciar, o atual governo cairia e teria de ser recomposto.

Líderes da maioria do Parlamento, que é anti-Síria, afirmam que as renúncias são obra de um complô orquestrado pelo Irã e pela Síria.

Teerã e Damasco, segundo os parlamentares, estariam tentando impedir o julgamento dos acusados do assassinato de Hariri e minar a resolução 1701 da ONU, que pôs fim ao confronto entre o Hezbollah e Israel.

A versão mais recente da proposta que prevê a criação do tribunal ainda não foi divulgada, mas se acredita que ele seja instalado fora do Líbano, possivelmente no Chipre.

Os estatutos do tribunal deverão ser baseados em uma mistura de leis internacionais e libanesas.

Também se acredita que o tribunal contará com juízes internacionais e que não permitirá a pena de morte.

 
 
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