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Atualizado às: 22 de novembro, 2006 - 17h54 GMT (15h54 Brasília)
 
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Multidão acompanha funeral no Líbano
 
Funeral de Pierre Gemayel
O assassinato de Gemayel ocorreu em meio a uma crise política
Uma multidão acompanhou nesta quarta-feira o funeral do ministro da Indústria do Líbano, Pierre Gemayel, um importante líder cristão-maronita e crítico da Síria, quando seu caixão chegou a seu vilarejo natal.

Gemayel, de 34 anos, foi morto a tiros na terça-feira em seu carro numa área cristã da capital Beirute. Ele foi o quinto político libanês anti-Síria a ser assassinado nos últimos dois anos.

Partidários do ministro carregaram o caixão pelo vilarejo de Bikfaya, a leste de Beirute, no início do período de três dias de luto. A segurança foi reforçada no vilarejo e em todo o país em antecipação ao enterro do político, na quinta-feira.

Muitos no Líbano culpam a Síria pela morte do ministro, apesar de o governo sírio negar qualquer envolvimento e ter condenado o assassinato.

Arroz e tiros

Em Bikfaya, a multidão aplaudiu a passagem do caixão, e mulheres atiraram arroz de balcões. Também houve disparos de tiros para o alto.

O caixão estava envolto na bandeira do partido de Gemayel, o Falange.

Um padre fez as orações na casa da família Gemayel, com a presença dos familiares e amigos do político.

Visitantes passaram pelo caixão, dando pêsames ao pai do político, o ex-presidente Amin Gemayel.

"Os que o mataram não querem a união dos libaneses. Qualquer coisa depois disso (o assassinato) vai fazer as coisas piorarem", disse Fadi Jalak, 27, à agência de notícias Reuters.

Os partidários de Gemayel convocaram o comparecimento em massa ao funeral, e há uma grande presença militar no vilarejo e em Beirute.

As comemorações do Dia da Independência do Líbano, que aconteceriam nesta quarta-feira, foram canceladas no país inteiro.

Crise

A morte de Gemayel ocorreu em um momento de crise política no Líbano.

Na semana passada o gabinete de governo do Líbano aprovou os planos para estabelecer um tribunal e julgar os suspeitos do assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri apesar das renúncias de seis ministros pró-Síria.

Um relatório da ONU recentemente implicou a Síria na morte de Hariri, por um caminhão bomba em Beirute, em fevereiro de 2005. A Síria nega as acusações.

O Conselho de Segurança ONU aprovou os planos para o tribunal na terça-feira. O governo do Líbano agora deve receber o pedido de aprovação formal.

O governo deslocou tropas do Exército para as ruas de Beirute para evitar distúrbios. Pneus foram queimados no bairro cristão de Ashrafiyeh.

Manifestantes anti-Síria também fizeram uma passeata e bloquearam ruas na cidade cristã de Zahle, no leste do Líbano.

 
 
Pierre Gemayal, ministro da indústria libanêsLíbano
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