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Atualizado às: 22 de janeiro, 2007 - 11h34 GMT (09h34 Brasília)
 
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Maioria da Sérvia quer se aproximar da Europa, diz UE
 
Javier Solana, secretário da UE para as Relações Exteriores
Solana disse esperar a formação de um governo pró-europeu
O chefe de política Externa da União Européia (UE), Javier Solana, disse que espera uma rápida formação de um governo favorável à UE na Sérvia, depois das eleições do último domingo.

Ao chegar para uma reunião em Bruxelas, onde se encontrariam os ministros das Relações Exteriores dos países-membros do bloco, Solana lembrou que a maioria dos sérvios votou por partidos que defendem uma proximidade maior com a União Européia.

"A maioria votou pelas forças que são democráticas e pró-européias", disse Solana, ao chegar para a reunião.

A opinião de Solana é semelhante à do ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeyer, cujo país detém a presidência da UE.

“Os radicais (nacionalistas) tiveram mais votos, mas o maior número de assentos no Parlamento irá para as forças democráticas”, afirmou Steinmeyer. “Acredito que o novo governo deve encaminhar o país para uma aproximação com a Europa”.

Os ministros devem discutir em Bruxelas quais serão as implicações do resultado do pleito. Os nacionalistas do Partido Radical (SRS, sigla em sérvio) saíram das urnas nas eleições parlamentares deste domingo com o maior número de cadeiras no parlamento, mas sem conseguir uma quantidade suficiente para a formação de um governo.

O líder do SRS, Vojislav Seselj, está sendo julgado no tribunal das Nações Unidas para crimes de guerra, em Haia, na Holanda. O partido do presidente Boris Tadic, que é favorável à UE, ficou em segundo na eleição.

Integração

A União Européia acompanha com atenção a eleição na Sérvia por vários motivos, a maioria deles ligada à tensão existente na região, ainda remanescente da desintegração da ex-Iugoslávia.

No Kosovo, motivo de um duro braço-de-ferro entre a Sérvia e a comunidade internacional, ainda é legalmente uma província sérvia, apesar de continuar sob administração da Organização das Nações Unidas (ONU).

O enviado-chefe da ONU na região deve recomendar, no próximo mês, que a área ganhe algum tipo de independência, medida que conta com oposição frontal dos nacionalistas do SRS. Os outros principais partidos sérvios apóiam uma maior emancipação da região – cuja maioria da população é de etnia albanesa.

Outro ponto delicado è a colaboração sérvia no julgamento de criminosos de guerra no tribunal de Haia. A Sérvia não entregou o general Ratko Mladic, acusado de crimes de guerra, para o tribunal. O incidente fez com que a UE suspendesse o Acordo de Associação e Estabilização, incentivo da União Européia para países que - como a Sérvia - postulam a entrada no bloco.

 
 
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